quinta-feira, 18 de abril de 2013

É Só.


Às vezes queria pessoas de valor na minha vida. Talvez este seja o preço que estou a pagar por erros do passado. Dói olhar à minha volta e não haver ninguém que me compreenda. Alguém a quem possa contar os horrores da minha vida. Alguém que me saiba ajudar a encontrar o caminho certo. Alguém sem duas faces. Alguém em quem confiar.
É só.

domingo, 10 de fevereiro de 2013


Ligam-me às 4.30 da manhã a avisar que o meu irmão está sem bateria no telemóvel e que tenho de o ir buscar. Respondo com o meu mau-humor e falta de educação matinal. Ainda de pijama, atravesso a estrada e entro dentro do carro. Ao meu lado, pára um carro e o condutor abre o vidro. Olho para o lado, vejo um dos anormais a que chamo amigo, que me diz: ‘Gostas dos meus óculos à Cátia da Casa dos Segredos?’. Olhei para dentro do carro, vejo o meu irmão. Ele volta a dizer: ‘É Carnaval ninguém leva a mal’. Saí do carro, caí a subir as escadas de casa, entrei dentro de casa aos palavrões, e aparentemente não os mandei a nenhum local menos simpático. Estou admiradíssima comigo. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Estou Viva!


Estive ausente durante tanto tempo que demorei meia hora para perceber como é que isto funciona. Acho que percebi e não gosto deste ‘novo’ visual.

Mudou tanta coisa desde a última vez que entrei aqui que não sei por onde começar.
A minha prima suicidou-se ou morreu de causas naturais. Acho que só o meu pai e o meu primo é que sabem e não estão interessados em que mais ninguém saiba; Tornei-me tão assídua numa das esplanadas da zona onde vivo, que só preciso de me sentar, levantar o número de dedos equivalente ao número de bebidas que quero, e a empregada do lado de dentro sabe que tem de trazer cerveja; Tive um verão maravilhoso e pouco sóbrio. (O ‘pouco sóbrio’ inclui as histórias mais engraçadas que já vivi); Apeteceu-me parar de estudar durante um ano, não o fiz, matriculei-me no terceiro ano e dois dias depois já estava arrependida; A ansiedade e os ataques de pânico passaram a fazer parte da minha vida com uma frequência que, sinceramente, dispensava; O M. está em África; Não sei nada da S.; O J. só quer saber de novelas e da namorada, a boa notícia é que nos damos bem. (excepto com a namorada, mas a culpa não é minha); Estou a pensar sair de casa dos meus pais e ir viver com o M. (ele quer ir viver sozinho quando regressar a Portugal), ia ser tão divertido viver com aquele anormal, mas para isso tenho de arranjar trabalho, e está TÃO, complicado; Um dos bares da cidade é a minha nova casa de fim-de-semana; Muito importante, ao fim de muitos anos, pus finalmente um pé fora do armário e falei da minha sexualidade com um amigo de longa data, a reacção: ‘Já desconfiava desde que foste estudar para Viseu’. É o único que sabe. Com excepção de vocês (se é que alguém ainda lê isto) e de alguns elementos do sexo feminino; Tornei-me uma orgulhosa groupie de uma banda da zona de Leiria (dia 8 ás 16horas no Cabaret Maxime, entrada livre); Descobri que tenho os amigos mais parvos do mundo e tenho um guarda-costas; Ah, ainda mais importante, estou a pensar ir durante um ano fazer voluntariado para fora.

domingo, 6 de maio de 2012

No fundo é simples.
Ou continuo a cavar o buraco, ou tento sair dele.
Ou dou um passo em frente, ou continuo neste estado miserável.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Está para cair uma bomba.
Consigo sentir.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O Fim

Parte de mim sempre admirou as pessoas que terminam com a própria vida. Acho que é a decisão mais difícil que alguém pode tomar. É preciso que se atinja um ponto em que o desespero é tanto que o pânico leva a fazer coisas destas. Ainda não percebi se é necessário coragem ou é apenas cobardia. Neste caso, não penso que tenha sido cobardia. Neste caso foi preciso muita coragem. Mesmo muita. Talvez isto volte a unir a família. Talvez acabe por separar o resto. Eu não estava lá, mas na minha cabeça consigo imagina-la sem vida na banheira. Lembro-me da voz dela, de me sentar no gabinete dela a desenhar. Lembro-me do sorriso, dos passos dela no corredor. Lembro-me da última vez que a vi. Choro. Choro ainda mais por pensar como é que uma mulher daquelas, chegou ao ponto em que chegou, sem que a família se preocupasse, e o pior, é que a percebo. O meu pai tinha esperanças que ela tivesse começado o tratamento e que estivesse a dormir… nem quero imaginar como ele estará…

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sim, estar doente é horrível e ter de ir à farmácia é uma seca. Mas não para mim. Acho que todos os dias pergunto aos meus avós se precisam de alguma coisa da farmácia! Nunca gostei tanto de entrar lá dentro. E sempre que a minha avó vai comigo, disfruto cada segundo de conversa que não interessa a ninguém que ela tem com quem encontra.
É como diz a outra, “Tens ar de cama. De pecado.”


(Devo estar mesmo doente..)