terça-feira, 31 de março de 2009

Agora, Isto:

Oasis - Live Forever






Maybe I don't really want to know
How your garden grows cos I just want to fly
Lately did you ever feel the pain
In the morning rain as it soaks it to the bone
Maybe I just want to fly
I want to live I don't want to die
Maybe I just want to breath
Maybe I just don't believe
Maybe you're the same as me
We see things they'll never see
You and I are gonna live forever

Maybe I don't really want to know
How your garden grows cos I just want to fly
Lately did you ever feel the pain
In the morning rain as it soaks it to the bone
Maybe I will never be
All the things that I want to be
But now is not the time to cry
Now's the time to find out why
I think you're the same as me
We see things they'll never see
You and I are gonna live forever

Maybe I don't really want to know
How your garden grows cos I just want to fly
Lately did you ever feel the pain
In the morning rain as it soaks it to the bone

Maybe I just want to fly
I want to live I don't want to die
Maybe I just want to breath
Maybe I just don't believe
Maybe you're the same as me
We see things they'll never see
You and I are gonna live forever

We're gonna live forever
Gonna live forever
Live forever
Live forever

segunda-feira, 30 de março de 2009

Estou Triste

Porque é que sempre que tenho férias, morre alguém?!
Começo a pensar quem irá morrer quando começarem as férias de Verão.
No Natal morreu o avô paterno da minha vizinha, agora foi o materno, aquele que nos aturava nas férias, que ralhava connosco sempre que nós comíamos cereais e punhamos açúcar por cima. As pessoas que conheço desde sempre estão todas a partir. Isto é triste.

domingo, 29 de março de 2009

Doi-me a Cabeça!

A hora mudou. Não estava á espera. Para começar, pensei que estava a chegar a casa às 4 da manhã e cheguei às 5, e depois a noite passou muito mais depressa. Mas até foi uma noite engraçada. Fiquei-me por ir ver o Quim Roscas [Não sei o nome do outro rapaz, mas “engraçou” comigo. Mesmo.], A companhia também era boa. A S. o namorado, o J. e metade da equipa da S.
O “espectáculo” acabou e viemos para baixo, para ir ao W.C. e gaja que é gaja nunca vai ao W.C. sozinha, foi meia equipa de futsal atrás e ficamos “posicionadas” entre as casas de banho e o pré-pagamento do bar[nada acontece por acaso]. Música pimba do pior, eu odeio música pimba, “ajoelhou, vai ter que rezar”, isto é música? Pois bem, enquanto meio mundo dançava, lembrei-me de olhar para um papel que estava colado na parede: “Balde de minis – 6€” dá para imaginar a festa que foi. Saíram pelo menos 3 baldes para nós, ao segundo, já andava agarrada á S. e ao namorado dela a dançar Tony Carreira, e não estava muito bêbada, porque só danço quando estou mesmo muito alterada, depois fiquei encostada ao ferro [para não cair], ao pé do J. já não podia dançar porque ficava tonta de mais, então decidimos vir apanhar ar para a rua. Basicamente o resto da noite foi isto, musica pimba, muita cerveja e gente doida. O J. só bebeu uma, o M. [namorado da S.] estava mal, muito mal, eu suficientemente bem para hoje andar cheia de dor de cabeça, da S. não tenho sequer noticias.
Por volta das 4horas decidimos vir embora, regressamos os 3, os meninos e eu, com uma rapariga que me ofereceu uma grade de minis para eu não ir ao sudoeste, os gajos queriam ir para Leiria comer uma bifana [Leiria fica a 5 min. do sitio onde moramos], a única maneira para ir era de carro. O J. levou-me a casa enquanto o M. ficou no cruzamento junto á estrada principal a apanhar ar [da para perceber]. Foi o maior erro que fiz, deixa-los ir os dois sozinhos para Leiria, apesar o J. estar perfeitamente sóbrio. Fiquei preocupada. Mandei-lhe uma sms a perguntar onde e como estavam e só respondeu meia hora depois e chamou-me a pior coisa que me podem chamar: “Sim. Está tudo bem, obrigado por te preocupares, és uma fofa. Só houve um problema, fomos para ir comer e as bifanas estavam a fechar.” Fofa? Qué esta m***a? Fofa? Baahhh. Mas as coisas entre nós acho que estão a melhorar, até recebi uma sms dele de manhã [2as da tarde] a perguntar como correu a noite, e desde aí, as mensagens nunca mais pararam…

Esqueci-me de dizer porque é que o amigo do Roscas “engraçou” comigo. Estávamos todos junto as escadas do palco, mas nem nos lembramos que eles iam sair por lá, então, depois de muita cerveja eles saíram, passa o primeiro, e quando passou o segundo, tinha uma guitarra, eu estava a olhar para baixo e saltei para trás, ele parou e ficamos uns 5 segundos a olhar um para o outro a rir.

E pronto, sei que este texto está tudo menos claro, mas dói-me tanto a cabeça que nem consigo pensar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A Despedida

Acabou. Foi hoje a despedida. Acabou-se o estágio. Acabaram-se as tardes espectaculares. Acabaram-se os desabafos da colega, as conversas da técnica com ele mesma, connosco e ao telefone, acabaram-se as respostas asiáticas do Joaquim, o Bom dia e o adeus até manhã da orientadora de estágio, acabou-se o coffie break das 5horas, com a louca do andebol a gritar o nome de toda a gente do complexo para beber café, acabaram-se os intervalos a observar os gajos a nadar na piscina, acabaram-se as sextas-feiras de manhã no café, os gelados na esplanada durante o intervalo, as guitarradas na sala de convívio, acabaram-se as risadas gerais, acabaram-se as conversas sérias com a técnica do gabinete, acabou-se a partilha de música com as associações, acabaram-se as músicas que gosto sempre que chego ao gabinete, as palmadas nas costas, acabou-se a preocupação e o “Sabes que comigo podes falar sobre o que quiseres!” da técnica sempre que eu estava mais em baixo, acabaram-se as explicações no pc sentada na cadeira da primária com o cotovelo em cima da minha perna, ou sentada ao meu lado, acabou-se o “Epá, tive saudades” sempre que há fim-de-semana, ou quando está algum tempo sem nos ver. Acabaram-se as loucas viagens de carro, os almoços no pingo doce ou no restaurante do senhor simpático.
Vou ter saudades. Muitas saudades, deixei lá pessoas que sei que posso contar, pessoas que em três meses se tornaram importantes. Se aprendi alguma coisa, é complicado responder, mas aprendemos sempre algo, nem que seja com os erros. Aprendi a fazer informações internas para a câmara municipal, aprendi a actualizar bases de dados, e cima de tudo, aprendi a ter paciência, ser tolerante comigo e com os outros, e mais importante, aprendi que nem tudo o que parece é. Apesar de tudo, a minha colega de estágio, revelou-se um pessoa espectacular, á sua maneira, mas espectacular.
Vou ter saudades da rapariga do café que diz que vai servir um café sem cuspo, que reclama sempre que pedimos um café, dizemos que não queremos mais nada e pagamos com 10€ e depois entramos lá dentro para pedir um gelado. Saudades de ouvir os passos da orientadora e fechar as páginas da net que estão abertas. Saudades das conversas sérias com a Técnica sobre homossexualidade, música, festivais, escola, trabalho, sexo, futebol e equipas de futebol, faculdade e médias. Saudades de rir sem e com motivo. Saudades de entrar no complexo, subir as escadas e ver a piscina, saudades do cheiro a cloro, saudades do Beijo do Jorge sempre que chega, conversas sobre homens metrossexuais, saudades de ir á casa-de-banho para evitar atender o telefone.
Aquilo não vai ser a mesma coisa sem os “escravos” lá de um lado para o outro, eles vão ter saudades, sei que sim. A Técnica disse que sim, e hoje, estava de férias e foi lá passar o dia, depois saiu a falar ao telemóvel, e só disse “adeus, portem-se bem, e venham cá fazer uma visita” quase com a lágrima nos olhos. Vou ter saudades dela, é quase da nossa idade, percebe-nos bastante bem. Quer dizer, tem 7 anos a mais. Hoje foi estranho sair sem olhar para trás, e imaginar o complexo ao longe, cada vez mais pequeno. Vou ter tantas saudades daquilo!


quinta-feira, 26 de março de 2009

O Regresso das Quintas

Pois bem, tinha prometido a mim mesma que não voltaria a falar no dilema J&R, mas isto foi mais forte. E porquê?
É quinta-feira, é dia de ir com a S. o namorado e o J. para o café. Estivemos hora e meia sentados na esplanada a rir e a fazer planos para as férias de verão. Quando decidimos regressar a casa, o J. fez o favor de me acompanhar até metade do caminho [a outra metade era na direcção oposta da casa dele]. Fomos a falar das férias e quando nos despedimos, com dois beijinhos, e ao saber que eu tenho horrores de andar sozinha de noite na rua, diz-me: “Alguma coisa liga que eu vou a correr”.
Gostei. Nada mais a relatar.

O Adeus

Sabemos sempre que um dia temos de nos despedir de algo ou alguém que gostamos.
Amanhã vou ter uma despedida. E vou ter muitas saudades!

quarta-feira, 25 de março de 2009

"Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado."

Oscar Wild

segunda-feira, 23 de março de 2009

Um Novo Mundo

Sinto-me completamente extasiada. Sinto que fui á lua, desci e bati com os pés no chão. Sinto aquela sensação na barriga de quando se anda na montanha russa ou se dá o primeiro beijo. E tudo porque recebi a minha guitarra nova. UMA FENDER. É só uma das melhores marcas do mundo, e é linda. Nos primeiros 30 segundos, parecia uma criancinha na feira popular, saltava, gritava, só faltou chorar. Depois, tirei-a da caixa, afinei-a, coloquei a correia e pus a guitarra “ao peito”. Assim que os dedos deslizaram sobre as cordas e as primeiras notas entraram no ouvido, arrepiei-me. É isto que a música faz. Arrepia-me. O som, a textura das cordas, a acústica da guitarra, tudo é perfeito. Neste momento apetece-me passar a noite a cantar e tocar guitarra. A sensação que tenho é de não haver limites. A cada toque, parece que nasce um novo mundo. Um mundo que quero redescobrir e viver. Durante muito tempo.

"Life is short. Life is dull. Life is full of pain
(and this is a chance for something special.)"



Vicky Cristina Barcelona

domingo, 22 de março de 2009

De Perder a Cabeça!

Vi e adorei o filme


A música não me sai da cabeça [M.I.A. - Paper Planes], tive de arranjar a banda sonora...


sábado, 21 de março de 2009

GGRRRRR

Devo informar que o que se segue, pode não ter qualquer fundamento, ou ordem lógica, mas é por causa disto que eu ando às voltas com a cabeça, e preciso mesmo de deitar isto cá para fora. Sinceramente não percebo o que vai na cabeça das pessoas. Não percebo mesmo. Fico cada vez mais desiludida e confusa.

Vou começar pela homossexualidade, que é um tema muito debatido por mim e por uma colega [S.] nos últimos dias. E porquê? Porque há duas raparigas que conhecemos que se andam a comer [para falar bem português], elas jogas as 3 na mesma equipa e á uns dias, á noite comeram-se na carrinha, depois da carrinha, as coisas voltam a acontecer depois dos treinos, mas sempre sem assistência. Elas fazem questão que ninguém assista. Ora, como estamos em pleno Séc. XVII, é completamente compreensível que o resto da equipa as coloque á parte, que o pessoal do colégio goze com ela [apenas uma anda lá no colégio], e que as sigam para o bar onde vão. Qualquer dia são condenadas a arder na fogueira, por se andarem a divertir uma com a outra. Acreditem. A S. já não a posso ouvir. Quando elas repararam no que estava a acontecer na carrinha, no outro dia os comentários eram do tipo: “Ai que nojo”, “Credo. Que porcaria. Até fiquei mal disposta”. Mandavam mensagens aos restantes membros da equipa a perguntar se conseguiram dormir bem de noite, se conseguiram comer alguma coisa.
Isto vai-lhes passar, sei que sim, mas se não passar, não percebo qual é o problema das pessoas. Juro que não entendo. Eu nunca assisti a uma cena destas e sinceramente é-me completamente indiferente. Na minha opinião, desde que elas/eles sejam felizes, ninguém tem rigorosamente nada a ver com isso. Deixem que sigam com a vidinha deles. Mas não, tratam-se as pessoas como se fossem doentes infecciosos. Distância é que é bom. Juro que não entendo. Por exemplo, hoje acordei com mau feitio, estava a almoçar e depois de ter respondido 4 vezes á minha avó, falei mal para ela, ela não tem mais nada e diz-me que assim não arranjo um homem, a minha mãe responde, “Nem um homem nem uma mulher” [gosta de chatear], a minha avó não diz: “F*****e, isso é que não, arranja lá tu um homem qualquer!”. Eu fiquei a pensar, se eu arranjar uma namorada em vez de um namorado, sou condenada á fogueira, mas se arranjar um homem que me mal trate, está tudo bem?!” É esta a mentalidade do Séc. XXI?
Como disse um taxista uma vez, quando nos trouxe os 4 a casa depois de um concerto: “Façam o favor de ser felizes”.

Uma outra coisa que me anda a chatear a cabeça é a S. estou farta disto. Ok. Eu tolero que me imite a forma de vestir, as expressões que uso, e essas coisas todas, mas agora que me façam aquilo que ela anda a fazer, começo a ficar fartinha. Uma das últimas foi, eu dizer que precisava de comprar camisolas de manga cava às cores, isto na quinta-feira, ela na sexta vai comprar as camisolas para ela, enquanto não estava comigo, [10 minutos antes de nos encontrar-mos para almoçar. Tive que ficar á espera] Isto acontece sempre que eu digo que preciso de qualquer coisa. Ou então sobre a festa do avante, os pais dela praticamente nunca a deixam sair de casa durante muito tempo, então eu arranjei um grupinho para ir, o Martim* e a Nana, ela agora está a oferecer-se para ir. Estou tão fartinhaa. Outra coisa nela que me deixa completamente parva, é a forma como ela trata o namorado. Ou deverei dizer maltrata? Bate-lhe, fala muito mal para ele. Basicamente exige que ele lhe compre coisas. Ele liga-lhe a dizer que tem saudades ou qualquer outra coisa, ela fala muito mal para ele, desliga-lhe a chamada na cara, e depois ele é que tem de ligar a pedir desculpa. O rapaz é tão porreiro, que quando eu fiz um jantar cá em casa para os 4, foi ele que me arrumou a cozinha.

Dilema R. e J. [já fazia falta]. A única coisa que me apetece dizer é: “Estou-me a c***r para os dois”. Não consigo, mas vou conseguir. O R. continua a enerva-me como se não houvesse amanhã, ele não tem noção. Quinta-feira, enquanto estava com a S. algures no meio do supermercado, passou-se o seguinte dialogo:
Ela: Hoje o teu amigo foi muito simpático comigo…
Eu: Quem? O R.?
Ela: Sim. Deu-me a vez dele na reprografia.
Eu: C*****o. Se fosse a mim, dava-me um encontrão, passava-me por cima e ainda me atirava pelas escadas. [Ou então olhava para mim com aqueles olhos. A sensação é parecida, mas a única coisa que dói é o coração.]
Quanto ao J. perdi toda a vontade de falar sobre. Foi das pessoas que mais me desiludiu, é bom que ele faça qualquer coisa entretanto. Estou farta das ausências súbitas dele, farta da falta de notícias, farta de tudo. Até deixei de ser eu a mandar as mensagens para combinar cenas. Farta. Depois ontem recebi um mail dele. O mail foi enviado para a prima, o marido da prima, para mim, e para os DOIS da ex-namorada. Também não entendo.


* Martim. O Martim é uma das únicas pessoas que eu sinto que posso mesmo confiar. É mesmo uma pessoa cinco estrelas. A única coisa em que não temos a mesma opinião, é na forma como se trata o sexo oposto. Ele é o tipo de rapaz que come quantas raparigas pode, que tem sexo nos parques subterrâneos da cidade etc. Para mim é a única coisa em que ele falha. Isto, na droga e no álcool, mas já assisti a uma conversa, quase briga entre ele e o “fornecedor”, porque este insistia que tinha umas pastilhas brutais, e ele quase lhe bateu porque as únicas coisas que consome, são substâncias naturais.
Lembro-me da primeira vez que o vi. Calções, t-shirt, ténis, cabelo á surfista. Não falamos. A primeira vez que falamos foi na bilheteira dos autocarros, e como não tínhamos autocarro, fomos beber café e estivemos uma hora á conversa, é impressionante o número de coisas que temos em comum, música, guitarra, gostos em geral. Lembro-me de quando me cantou a música Halellujah do Jeff Buckley enquanto tocava na guitarra, fez-me chorar. Ele tem a paciência de esperar por mim todas as sextas feiras. Convida-me sempre para os concertos da banda dele, conta-me as histórias mais parvas que se passam com ele. Já para não falar da musica que ele compôs e que me enviou. Fui a primeira a ter conhecimento, e fiquei maravilhada com a música.
Agora o meu próximo dilema vai ser se vou á festa da A.E. [ele é o presidente] onde ele vai dar um concerto, ou a um espectáculo qualquer com a S. o M. e o J.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Paiziiiinho


Ora então, ouvi dizer que é dia do pai. Sei que sou uma filha desnaturada, mas comprei-lhe uma lembrança, e com sorte, nunca mais na vida se vai esquecer. E o que é que eu comprei? Pois bem, uma raspadinha no valor de 1 euro, com um palhaço desenhado, que enfiei dentro de um envelope que por sua vez diz: “Para o palhaço do meu pai”, e, juro que com isto não estou a querer picar nem nada do género, mas achei original. E quero ver a reacção dele, quando chegar a casa e vir o envelope colado ao frigorífico com um íman. REPITO: Não quero picar nem sequer dar graxa para ele me comprar a guitarra que ando á uma semana de olho em cima. Juro que não é nada disso. Mas juro mesmo.
Podia falar sobre o meu pai, mas nós temos uma relação tãaaao especial, que não teria palavras para descrever. É único. Mesmo.

Dias como eu gosto.


Acordar em cima da hora, sair de casa de guitarra debaixo do braço como eu gosto. Ir de boleia para a escola, enfiada dentro de um carro onde mais parecíamos sardinhas enlatadas. Ter aula de educação física logo as 8.30 e ter o prof sempre a chatear-me a cabeça. Aleijar-me na perna, ficar o resto da aula sentada no chão a tocar guitarra, porque me apetecia e porque o prof queria. Acabar a aula e convencer a prof a aula seguinte a deixa-nos ficar no campo a jogar. Tarefa Cumprida. Rapazes a jogar futebol e raparigas no paleio com a prof. Prof da aula anterior a dar aula no mesmo local e mandar os alunos correr 5 minutos. A S. a Gritar “Stor, nos corremos 7min e á volta do pavilhão”- Prof. A mandar a S. Encher 10 flexões de braço. S. a fazer as flexões de braço e “Just Mee” a gritar: “Bem S. És Grandee”. Prof a olhar para mim a mandar-me encher 5, porque estava aleijada da perna. [isto passou-se aos berros de um lado para o outro de um campo de futebol]. Fim da aula e o belo do banho. Sair do balneário e gritar “AAAIIIIII A MINHA VIDAAA”. Eu e a S. a cruzarmo-nos com duas miúdas de outra turma e ouvir-mos: “Vocês quando fazem desporto, mesmo búes á desportista equipadas a rigor, caçoes, T-shirts, mesmo á jogador, depois tomam banho e, ficam todas giras”. [“estudantes” de desporto são um espectáculo]. Aula de psicologia e ouvir a prof a desabafar. Estágio e ouvir novamente a colega a desabafar e ouvir uma das expressões que mais me fez rir: “Não és Maria mas és cheia de graça” [Esta bateu a do: “Oh pá caralho te foda”, ao que o outro responde “Deus te ouça. Deus te ouça” – Expressões todas da técnica que está no meu gabinete no estágio. Dá para ver a animação que é!!]

E pronto. Mais um dia que vai terminar no café e provavelmente a jogar matrecos. Sabe sempre bem.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Só Porque Apeteceu #2

Gregory and the Hawk - Boats and Birds





If you be my star
I'll be your sky
You can hide underneath me and come out at night
When i turn jet black and you show off your light
I live to let you shine
I live to let you shine


But you can skyrocket away from me
And never come back if you find another galaxy
Far from here with more room to fly
Just leave me your stardust to remember you by


If you be my boat
I'll be your sea
A depth of pure blue just to probe curiosity
Ebbing and flowing and pushed by a breeze
I live to make you free
I live to make you free

But you can set sail to the west if you want to
And past the horizon till i can't even see you
Far from here where the beaches are wide
Just leave me your wake to remember you by

If you be my star
I'll be your sky
You can hide underneath me and come out at night
When i turn jet black and you show off your light
I live to let you shine
I live to let you shine


But you can skyrocket away from me
And never come back if you find another galaxy
Far from here with more room to fly
Just leave me your stardust to remember you by
Stardust to remember you by

terça-feira, 17 de março de 2009

Coisas Estranhas #2

Se há coisas que eu não entendo, esta é uma.
Se há coisas que por mais que tente, não consigo entender, lá está.
E se há coisas em que NUNCA acreditei, e de repente, pequenas coisas começam a fazer sentido, esta é mesmo uma delas.

Parapsicologia. [A parapsicologia é a ciência que estuda os fenómenos aparentemente inexplicáveis].

Sim. Já fui a uma consulta de parapsicologia [mais, pelo menos 5 ou 6]. E gostei, devo admitir. Para mim, foi um pouco surpresa porque a minha mãe acha que eu não sou muito normal. Primeiro, aos 10 anos tentou uma psicóloga, mas não chegou a um mês e esta mandou-me embora, disse que não havia necessidade de gastar dinheiro que eu era uma criança perfeitamente normal. Mais tarde, á cerca de dois anos, em pleno verão, a minha mãe avisa-me que tenho de ir a uma consulta. Tentei que me explicasse o tipo de consulta que era, mas nem ela conseguiu explicar muito bem. Entrei no prédio e não havia nenhuma indicação do que era. Sentei-me na sala de espera e mais tarde a senhora abriu a porta do gabinete para eu entrar. Entrei no gabinete e havia montes de “posters” nas pareces, coisas ao estilo homem de virtruvio, e outras coisas do género, mas uma coisa moderna. Sentei-me na cadeira, [com a minha mãe], a senhora disse que eu tinha energias estranhas e estava completamente arrepiada. [a minha reacção foi: wow. Isto vai ser muito divertido. Apercebi-me para o que ia e comecei logo a gozar, mas sem dar nas vistas]. Conversa para aqui e para ali, ela olha-me para as mãos e diz: “Esta linha é a da vida… Tu estives-te para morrer?” Ops. Então? Alguém disse alguma coisa?! A minha mãe explicou que teve um parto muito difícil. [poderaa sabia para o que vinha]. A senhora disse que não. Que foi mais tarde. Então a minha mãe explicou uma outra situação mais grave, em que tive de ser operada de urgência em Coimbra e estive não sei quanto tempo internada. Chegamos á conclusão que era isto. SEM NINGUEM LHE FALAR DO ASSUNTO. Depois falou-se no meu futuro, e ela sacou do tarot. Bemm aquilo é uma coisa mesmo estranha. As cartas estavam sobre a mesa, e era suposto eu ir tocando nas que queria, eu queria escolher uma, mas havia uma força qualquer que puxava o meu braço para a carta ao lado, para uma outra carta. [juro que é verdade. Até a mim custa a acreditar.] e eu tive bastante atenção ao que disse, para ela não usar aquilo mais tarde e eu pensar que a mulher era bruxa ou o raio. Mas a coisa melhorou quando ela me mandou despir e ficar apenas em cuecas e deitar-me na maca. [Ok. Go On] Começou a fazer-me uma especie massagem, chegou aos pés e começou a mexer [existem sítios estratégicos nos pés que correspondem aos rins, fígado, intestinos…] Ela carregava-me no pé e eu encolhia-me com dores de barriga. Ela enqunto mexia no pé perguntou: “Tens problemas de Fígado não tens?” A minha mãe responde que sim. JURO QUE NÃO TINHA REFERIDO ISSO ANTERIORMENTE.

Isto tudo voltou a acontecer á pouco tempo. A minha mãe voltou lá sem dizer nada a ninguém. Avisou que estava numa reunião e que ia chegar atrasada. Quando chegou, foi até ao meu quarto, de livre e espontânea vontade. Entra e diz-me que tem de falar comigo. Uma coisa importante. Eu fiquei preocupada. Muito preocupada. Só tem este tipo de conversa quando faço asneira da grossa. E Diz-me: “Fui á Dr.ª Deolinda. Ela disse-me que não andas bem. Tens picadas no peito ou nas mãos??”
PAROU.
Sim. Tenho picadas fortes no peito de vez em quando. Mas não comento com ninguém, porque normalmente quando me queixo de qualquer coisa fora do normal, chamam-me doida. Mas é verdade. Tenho picadas fortes no peito e só passam passados alguns segundos. E NINGUÉM SABIA!!

Sou coisas para as quais eu não encontro explicação.
Por mais voltas que dê com a cabeça. Por mais voltas que dê, não consigo chegar a nenhuma conclusão. Não consigo mesmo entender.

E isto tudo porque, hoje andei o dia todo com picadas bastante fortes no peito. Muito mais fortes que o normal, doem muito mais. Então lembrei-me.

Agora não vale a pena perguntar se acredito nestas coisas, porque não sei responder, mas que há com cada coisa….

segunda-feira, 16 de março de 2009

Just Mee A.K.A. Srª. Professora

Acho que o dia não tem estado a correr muito bem. Mas é só o que eu acho. Vou tentar começar pelo inicio e seguir uma ordem mais ou menos lógica, coisa que com o tempo se torna cada vez mais difícil. Pelo menos comigo.
Pois bem, hoje imaginei-me como professora, e porquê? Porque tenho a mania de falar pelos cotovelos. A Prof. Entregou os testes e eu estava a comentar com a S. [colega do lado] que não sabia nada. A Prof. Mandou-me calar, pelo menos 3 vezes em menos de 2 min. Mas eu estava a falar tão baixo que não liguei. Agora, visto que o teste era mais ou menos efeito surpresa [para mim. A matéria era como se fosse nova. Se não olhasse para o lado e visse que era a minha turma, pensava que estava na sala errada]. Pois bem, comentei que não sabia nada e obviamente ia fazer o teste em conjunto com a colega do lado, porque estávamos ambas na mesma situação. Só ouço: “Just Mee, Para a minha secretária Já!” Primeira reacção: Risada. Minha e dos colegas. Primeiro Pensamento: “Tou F%$#%a” De resto a aula foi interessante, uma vista espectacular para os colegas [Nem copiavam nem usavam cabulas. NADAA.], E tenho a agradecer ao Martim, que graças á andropausa consegui responder a uma que valia 40 valores. [respondi a mais.]
A seguir, a subir as escadas para a sala da aula a seguir, ia distraída [para não variar muito] a fazer qualquer coisa [parva] e dou de olhos com o R. e continuo sem perceber o porquê deste jogo parvo. Não entendo. Eu já decidi. Ou acho que sim, mas o J. de desaparece de repente. Não gosto deste tipo de ausências, e depois o R. olha com aqueles olhos para mim, deixa-me arrepiada. Mesmo.
[Não sou nada confusa. Sei que não!!]

Depois, outras coisas que acontecem, almoços no jardim, pessoas de havaianas e calções, rapazes das obras sem camisola, de capacete, bronzeados e de olhos verdes.

Coisa esperta eu. Fogo!!

Vou parar por aqui visto que consegui escrever para aqui coisas sem qualquer lógica e está tudo menos explícito. Mas pronto.

domingo, 15 de março de 2009

Só porque Apeteceu

Howie Day - Collide


The dawn is breaking
A light shining through
You're barely waking
And I'm tangled up in you
Yeah


But I'm open, you're closed
Where I follow, you'll go
I worry I won't see your face
Light up again


Even the best fall down sometimes
Even the wrong words seem to rhyme
Out of the doubt that fills my mind
I somehow find, you and I collide

I'm quiet, you know
You make a first impression
I've found I'm scared to know
I'm always on your mind

Even the best fall down sometimes
Even the stars refuse to shine
Out of the back you fall in time
I somehow find, you and I collide

Don't stop here
I've lost my place
I'm close behind

Even the best fall down sometimes
Even the wrong words seem to rhyme
Out of the doubt that fills your mind
You finally find, you and I collide

You finally find
You and I collide
You finally find
You and I collide

sábado, 14 de março de 2009

Saudades

Tenho saudades do jogo. Estou sentada no quarto, e olho para o quadro que tenho na parede. Por entre desenhos, fotografias, bilhetes de concertos, postais, vê-se meio escondida uma folha de jornal [Record], com uma equipa de Futsal Feminina. E lá estou eu. Quando tudo parecia fazer sentido. Agora, em casa, tenho saudades de todas aquelas noites de treino, as gargalhadas, a noitadas depois dos jogos. Tenho saudades de sentir o coração bater quando o árbitro batia á porta, saíamos em fila, e entravamos dentro de campo. Saudades do apito inicial e ver a bola rolar, sem saber o que esperar do jogo. Saudades dos aplausos da assistência. Tenho saudades de ouvir as pessoas gritar o meu nome quando me dirigia á baliza com a bola. Saudades de ouvir a assistência a gritar quando passava por mais um adversário. Saudades de ouvir o Treinador e as colegas de equipa a gritar por mim. Tenho saudades da sensação de marcar um golo. Gritar. Bater palmas. Saudades de tudo. Tenho saudades de tudo e todos. Saudades dos torneios e das entregas de medalhas. Saudades dos jantares do clube e das entregas de prémios. Saudades da altura em que os troféus que recebi faziam sentido. Saudades da altura em que corria horas sem me cansar. Saudades do Ambiente.
Saudades de um passado que teima em não passar.

Desilusão #3

Estou desiludida com as pessoas. As pessoas no geral e em particular com as que me cruzei ontem ou antes de ontem, enquanto passava na rua com uma amiga, a mãe dela e o irmão dela. O irmão tem uma deficiência que nem os médicos sabem o que é, o miúdo não fala e não tem muita autonomia como é óbvio, e como não anda, tem uma cadeira própria para se deslocar. Eu que estou com ele muitas vezes, nunca me senti tão estranha como agora. E a culpa foi das pessoas. São cruéis. Enerva-me a forma como as pessoas tratam as outras com indiferença, ou olham de lado alguém. Enerva-me fazerem isto ou aquilo só por determinada pessoa ter determinadas limitações. Enerva-me as pessoas que olham e pensam “coitadinho”. Enervam-me as pessoas que fazem isto. Não era comigo, eu não tinha nada a ver com o assunto, mas mexeu comigo. São pessoas como as outras porquê isto tudo?

sexta-feira, 13 de março de 2009

100 [tempo]

Como post numero 100, queria não só escrever qualquer coisa interessante, como tornar este blog esteticamente mais bonito. Pois bem, tenho imensa pena, mas vais ficar para mais tarde.

Surgiu um problema e vou ter de ir ver “bebés” a correr de calções atrás de uma bola.


Volto Já.

terça-feira, 10 de março de 2009

Estados de Espírito

Já Murphy dizia: “Se alguma coisa pode correr mal, corre da pior maneira e na pior altura”.
Ora nem mais. Pior altura talvez não, visto que é tudo ao mesmo tempo.
È parecido como uma pequena bola de neve no cimo de uma montanha, a descer a grande velocidade e a ficar cada vez maior.

Só me apetece é “Cagar para esta merda toda”, anular metade das disciplinas que estou a fazer, e para o ano estou cá á mesma.

Mais um pouco e tenho um colapso. Já faltou MUITO mais, para chegar ao ponto em que só choro!!!
È ver a vida a andar para trás.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Desilusão #2

Ao longo dos meus 18 aninhos, percebi que a desilusão é uma constante nos meus dias, e são sempre aqueles em que mais confiamos, em quem depositamos mais esperança que nos lixam sempre a vida. Há algum interesse nisto? Será que é bom ver os outros a cair sempre mais fundo? Será que eu, alguma vez lixei, ou tentei lixar a vida a alguem? Sei que não. Eu só posso ser a pessoa mais parva á face da terra por pensar como penso. Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti. Sou parva. Só pode. Sei que sou meio “parva”, que a maior parte das vezes não penso no que digo ou faço, mas nunca lixei ninguém por causa disso. As pessoas não entendem ou não querem entender que eu não gosto de me chatear, e por isso muitas vezes faço que não percebo as coisas. Talvez esse seja o problema. Talvez se eu começar a responder na mesma moeda, as coisas mudem. Talvez não. Mas no fundo quero acreditar que as coisas com o tempo mudam. Para melhor. Mas esta filosofia de vida não é para mim. Lixar os outros para não ser lixado. Isto não entra na minha cabecinha. Vivo num mundo á parte. É que só pode. Um mundo imaginário, onde as pessoas ainda se ajudam umas as outras sem pedir nada em troca. Porque é que ainda acredito nestas merdas? Juro que não entendo. Se calhar devia mudar. Ver as pessoas a lixar-me a vida e eu a ver, como se fosse uma mera espectadora a ver-me afundar sem fazer nada. É nestas alturas que preciso de um abraço, de me sentir segura, mas não o faço, porque aqueles que o fazem sem ter de pedir estão longe e os que estão perto, talvez aproveitassem para dar mais uma facadinha.
Digam-me se mereço isto?
São tão poucos aqueles que estão comigo que não me lixam. Mas tão pouco.
Mas a tua melhor amiga??! Não entendo. Eu feita parva ainda fiquei á espera da porcaria da mensagem. Ainda pensei, “não, ela não me vai fazer isto”. E fez mesmo. E o sorriso dela quando me viu hoje de manhã!! E quando tirei as cábulas da mala. Ficou logo mais mal disposta que eu.
São estas coisinhas aparentemente sem significado que me lixam a vida, e porquê?! Porque não é a primeira, segunda ou terceira vez que acontecem. E começo a ficar Fartinha!!
Mas eu devo merecer. Só pode.

domingo, 8 de março de 2009

Desilusão

É apenas mais uma. Mais uma para juntar á lista, que aos poucos vai crescendo, visto que não é a primeira, segunda ou terceira vez que acontece. Sinto que levei mais uma facada nas costas, mas isto passa. Sei que sim, mas como eu costumo dizer, perdoo mas não esqueço. E é isso que vai acontecer, nestas situações não digo logo o que tenho a dizer, provavelmente o problema é esse, mas prefiro deixar passar as coisas sem levantar grandes ondas, e ficar cá para ver o que vai acontecer.
Pelos vistos o nosso conceito de amizade é diferente. Eu sou aquela que está SEMPRE presente. Sempre com uma palavra ou em silêncio quando é preciso, sempre disponível para tudo independentemente das horas, se há problemas em casa, sou que ouço e ajudo no que posso, se é para sair é em minha casa que vem dormir para não chegar muito tarde a casa, quando é preciso qualquer coisa é comigo que vem ter, problemas com o namorado, é comigo que fala. E depois acontecem estas coisinhas maravilhosas que fazem taaooo bem.
Talvez seja bom para eu perceber com quem posso contar. Não aprendo á primeira e isto enerva-me. Porque é que aqueles em quem mais confiamos são sempre os que nos deixam mal?
Não há ninguém que me conheça tão bem como ela. Ela é capaz de saber mais coisas sobre mim que qualquer outra pessoa, coisas que mais ninguém sabe. Talvez por isso isto aconteça. Mas eu vou aprender. Tenho que aprender, custe o que custar. Talvez deva começar a fechar algumas portas. Talvez comece pelas férias de verão. Sei que a ideia de ir para o Algarve foi minha, mas ela é a pessoa que está mais desejosa, porque vão ser as primeiras férias sem os pais. Precisa de mim? Claro. Quero ver se nessa altura vou ou não levar uma facada nas costas!! Claro que não. Precisa de mim por causa da casa, se não, não há férias para ninguém.
MAS PORQUE É QUE EU NÃO APRENDO?!

Como é possível depois de cinco anos de amizade [ou algo parecido], continuarem a acontecer estas coisas?!
Não entendo!
Qualquer dia viro as costas e não quero saber mais disto. Mas são estas pequenas coisas que nos magoam mais, e não sei se aguento!!

sábado, 7 de março de 2009

Homens!!

Hoje acordei com uma mensagem de uma amiga. Provavelmente a melhor. Dizia que tinha descoberto que o pai tinha uma amante. Primeira reacção: Está doida. Mas não, afinal não, acho que tem mesmo. Transferências de dinheiro para a conta dela, conversas no msn, hi5, telemóvel novo para não controlarem os gastos pela factura. E ele ainda não disse nada, nem uma desculpa qualquer. Limita-se ao silêncio. Ela está em baixo. Ela e mãe. Será que os homens são todos assim? Uma vez li que os namorados são como os iogurtes: saborosos, docinhos, deliciosos mas com prazo de validade. [Margarida Rebelo Pinto]. Mesmo depois de casados isto não muda! Será que mesmo depois de casados, com dois filhos, possa acontecer isto? O que é feito de todas aquelas promessas feitas no casamento? É por isto que não acredito no casamento. É tudo uma farsa. Os finais Felizes são mesmo histórias por terminar. Mas será que esta terminou? Ou será que vão viver para o resto da vida com um elefante sentado na sala? Será que os homens só servem para lixar a vida às mulheres? Ainda dizem que as mulheres são complicadas, mas também não se percebe o que vai na cabeça dos homens. 3 anos com esta história. Como é possível? Um homem com os valores como os dele. Não entendo...

Se isto me acontece a mim outra vez, sou eu que ponho o meu pai fora de casa. Não deixo a minha mãe vacilar. Digo outra vez, porque há uns anos, tinha eu 7 ou 8, fiz birra para ir com o meu pai para o escritório um sábado á tarde, e ele teve de ceder. Ia com ele, porque podia comer as gomas que queria e ainda levar as que quiser para casa, brincava com a fotocopiadora, corria pelos escritórios todos, salas de arquivos e subia e descia o edifício de elevador. Foi numa dessas brincadeiras que encontrei um livro de sopa de letras numa sala qualquer, fui a correr para o escritório dele para pedir uma caneta e estava ele e a secretária atrás da porta. Na altura não pensei no que poderia estar ali a acontecer, ingenuidade dos 7 aninhos, em que achamos que o mundo é perfeito, depois eles os dois, avisaram-me que devia bater á porta, deram-me umas duas canetas, lápis e encheram-me os bolsos de chupa-chupas. O que é que uma criança pode pedir mais? Claro que saí toda contente e só voltei a pensar nisso quando a minha mãe me disse que ela estava grávida. Não do meu pai, [acho] mas do marido dela, mas sempre que vejo a secretária dele com a filha vêem-me aquelas imagens á cabeça, e o modo como o meu pai as trata... Mas não, não quero sequer pensar nisso. Prefiro acreditar que não…

sexta-feira, 6 de março de 2009

Acaso

Á uns anos, uma professora de português cujo nome não me recordo, ofereceu pequeno papel, com um texto de um livro que andávamos a estudar, e hoje, por acidente, ou simplesmente por acaso, ele estava dentro de um livro e ao abrir caiu á minha frente. O texto era o seguinte:

“Cada um que passa na nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa na nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso”.


O principezinho
Antoine de Saint- Exupéry




Tirando isto, os dias têm sido uma verdadeira seca. Doente. Passo a vida a dormir, ler e desenhar. Dormi quanto precisava, li um livro “Não há coincidências da Margarida Rebelo Pinto”, entrou directamente para o Top, o livro é de mais. E a desenhar, voltei a desenhar, estou a fazer uma espécie de BD na parede do quarto com 90% de roy lichtenstein, imagens que obviamente já existiam, limitei-me a procurar na net, e tentar fazer o meu melhor no papel!
Fica o cheirinho:






quinta-feira, 5 de março de 2009

Ai a minha vida.


Cada vez mais acho que enfrentar os problemas nem sempre é solução. Apetece-me estalar os dedos e desaparecer daqui. Estou deserta que chegue Setembro, vou começar a dar ouvidos ao meu padrinho quando me fala da faculdade “Preocupa-te em entrar. Depois de entrares logo se vê”. É isso que me apetece, simplesmente para desaparecer de casa durante algum tempo.
Vou candidatar-me para todo o lado menos para perto de casa. Estou farta disto. Estou doente fiquei o dia todo em casa, a minha mãe mandou-me fazer não sei o que, e obviamente foi feito “às três pancadas” para despachar e ficou mal feito porque só me apetece estar sentada, ou deitada. Como fica mal feito, ralhar, o que não é de estranhar, ela tem a mania da perfeição, tudo nesta casa tem de estar milimetricamente arrumado, se algo não está no sítio, se uma almofada do sofá não está no sítio certo quase que a casa vai a baixo. [não estou a exagerar]. A Minha avó não é parecida mas está perto, nesta família, o modo de herdar as coisas é ligeiramente diferente. È muito á frente para umas coisas mas depois faz que não entende outras bastante mais simples, e eu como não consigo estar calada, digo tudo o que tenho a dizer, ela pronto, destranca a mola e começa a falar alemão [Danke Oma! Wir sind in Portugal]. Depois cansa-se e desiste.
Todos chegamos a um ponto em que desistimos. Talvez eu desista. Talvez não, mas estou farta disto, farta de levar sempre na cabeça pelo que faço e não faço, de ter sempre culpa de tudo o que acontece de ouvir as pessoas a gritar como se não houvesse amanhã. E depois ninguém sabe ou sequer desconfia do que me vai na cabeça porque quando falo, ninguém ouve.
Qualquer dia perco a cabeça, atravesso o oceano e vou viver com a minha prima.
Já me passou pela cabeça.

quarta-feira, 4 de março de 2009

PARABENS

O meu melhor amigo hoje fez 19 anos e não estive com ele. Nem um beijo de parabéns. [no fundo ele agradece, porque alem dos parabéns era também brindado com um genial cocktail de vírus]. Mas como sou responsável mandei-lhe uma sms para o telemóvel e uma para o hi5.
Passados 5 minutos entra no MSN, e diz-me que foi a melhor mensagem de parabéns. Aqueceu-me o coração, aliás, como só ele sabe fazer, já lá vão quase 10 anos e nunca me desiludiu. Esteve sempre cá, nos melhores e nos piores momentos. Sempre com uma palavra e um ombro amigo. O único dos meus amigos a quem eu era capaz de mostrar este blog.
ADORO-TE.


Ele: “JUST MEE”!!!!!!!
Está brutal
Brigado!!
=')

EU: brutal o quê?!

Ele: O coment do hi5XD
Adorei mesmo!

Eu: lol

Ele: fogo
Um dia péssimo, mas quando se chega a casa e se vê isto, anima logo uma pessoa!!!
:D
;)

Eu: élaaaaa
É só um comment feito as 3 pancadas [como sempre =)]!!

Ele: Mas ta muito fixe.
Às vezes as coisas simples são as mais bonitas.
E acredita, gostei muito mesmo! ;)
Obrigado! :D:D

Eu: Nada =D
Olha agora até tu me animas-te!
:D

Ele: Animamo-nos mutuamente XD
Estou aqui para isso miga!!


10 Anos e nunca falhou. Nunca mesmo. É das pessoas mais importantes que tenho na minha vida. E para sempre. Espero.


Ele: Fonix

Eu: Diz..

Ele: Tenho ainda tão presentes memórias de á dez anos atrás, e agora estamos quase com 20
Opa
O peter pan é que tinha razão, a vida de adulto sucks XD

Eu: assino por baixo

Gosto tanto.

Ora então, fui fazer uma visitinha ao meu adorado médico de família, aquele que visitei aos 15 anos, depois de sair de canadianas do hospital com uma fibrose no calcanhar, e lhe pedir um atestado para não fazer educação física na escola, [ordem dos médicos do hospital] ao que ele, com ar triunfante responde: “pois, mas eu não sei se tens um não uma fibrose, também podes não ser virgem e dizeres-me que és.”. Foi a partir deste momento que senti que sim, isto, era um médico a sério.
Mas hoje foi diferente. Não muito, mas um pouco. Cheguei e perguntou-me o nome. [não só sabe o meu como também o da minha família toda. Continua a fazer o mesmo sempre que me vê, e já lá vão 18 anos. E confesso que me vê muitas vezes, nem que seja no café] eu respondo e passa o resto do tempo a chamar-me Rita. [Nem é o meu nome, nem sequer é parecido.] Respiro fundo. Muito fundo. Pergunta-me o que me dói, manda-me abrir a boca e dizer aaaaaaaaaaaaahhhhhhhh. [típico. Se me queixar do joelho desconfio que também vai ver a garganta]. Lembro-me de á uns anos, de andar cheia de dor de cabeça, o que não é nada normal e chegar lá e ele me perguntar: “DÓI-TE OS CORNOS!”, alto, muito alto, as pessoas da sala de espera devem ter ouvido, ou então de me chamar pela alcunha da minha avó pelo altifalante do centro de saúde. O que não é muito bom.
Continuando, passou-me meia dúzia de comprimidos e mandou-me para casa, sem atestado, o que é maravilhoso, visto que assim, não posso justificar as faltas, e visto que a adorada ministra da educação não quer que falte as aulas. Bonito. Estou no sofá porque mal me aguento de pé, como vou para a escola/estágio? Não vou. Vou ficar a repor horas de estágio até o final dos meus dias! Que felicidade.


Á vinda do médico passei por casa da minha tia. Ando desde de segunda feira á procura dos apontamentos de história do desporto do meu padrinho. Porque é que ele não é como a irmã? Ela já acabou o curso á alguns 10 anos, tem 5 anos de faculdade TODOS arrumados em pastas devidamente identificadas por cadeiras, desde a introdução ao direito, História da economia em Portugal, Economia, gestão. TUDO. Agora ele, Tem 3 dossiers, cheios de folhas, com as cábulas presas com clipes, folhas, em que apenas 10% do que está escrito é letra dele. Devia ser, daqueles que só queria era borga, os apontamentos são fotocópias das amigas. Ok. Era de certeza. Obviamente não encontrei nada mais uma vez, ainda por cima a minha primita estava lá, e quando me viu, ficou ainda mais hiperactiva do que normalmente é. Chama-me “nana”, depois só canta, “come a papa mamã come a papa”, depois passa para o pai, o avó, a avô. Sempre em REPET. Mas gosto tanto da garota!!


Agora, não sei o que faça, provavelmente vou passar a tarde a dormir, ler ou a ver filmes. O programa até agrada,

terça-feira, 3 de março de 2009

Estou bem Estou.

Continuo com um piano em cima da cabeça, [ou será antes um elefante?!], tenho uma lixa n.º não sei quanto a arranhar-me a garganta, não tenho voz [o que é bastante agradável para muito boa gente], doem-me os ouvidos, tenho uma tosse estranha e estou a gastar uma média de 35 lenços de papel por dia. REPITO, TRINTA E CINCO.

segunda-feira, 2 de março de 2009

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8:45 am

S.: “Não quero que fiques chateada com o que te vou dizer, mas acho que o J. está a ficar interessado em ti”

[Chateada? Eu? Foi um passe para, apesar do estado descrito abaixo, ficar com o sorriso mais estúpido na cara.]

domingo, 1 de março de 2009

Estou assim.


Um piano em cima da cabeça, dói-me tanto o corpo que parece que corri a maratona, de gatas, porque a correr provavelmente não iria doer tanto, uma lixa número 342 [deve existir, se não devia] a arranhar a garganta, e os ouvidos nem se fala.
Nem me apetece falar do jantar de ontem, nem fazer os trabalhos que devia para o estágio.