Eu sempre quis fazer voluntariado, e sempre quis que fosse nos bombeiros. A minha mãe não me deixa. Diz que é perigoso. Diz que eu se quero fazer voluntariado que posso fazer em casa e que se quero fazer qualquer coisa, para arranjar um emprego porque o voluntariado ia dar despesa. [Sim, uma óptima maneira de pensar. Eu sei.] E hoje estive a falar com uma prima minha, que tem mais ou menos a idade da minha mãe, e que não só é fanática pela igreja, por Deus e por tudo o que com ele esteja relacionado, como também faz voluntariado. Estive a falar com ela e vou um dia com ela. Eu não acredito em Deus nem em nada disso, mas nada disso me impede de ajudar as pessoas. E por isso eu quero ir um dia com ela. Não sei o que me pode esperar, mas de certeza que mal não me vai fazer.
sábado, 31 de julho de 2010
Voluntariado.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Mais um Pequeno Passo
Deixou-me a pensar que sim, que vou entrar lá!
Sentada, durante o almoço.
Eu: Mãe, hoje á tarde vamos mesmo onde?
Mãe: Vais candidatar-te á faculdade, ao c*ntinente , á escola do teu irmão e se sobrar tempo podes ir ás aulas de condução.
Escola de condução. Enquanto mexia com a ponta do garfo nas batatas que tinha no prato lembrei-me dos dias que se têm passado lá. E quando digo lembrar, lembrei-me mesmo de muita coisa.
Mãe: Que sorriso é esse? Queres contar a piada?
Eu: Que piada? O que foi?
Mãe: Esse sorriso? Queres contar o que é ou eu não vou perceber?
Eu: Não é nada! Lembrei-me só de uma coisa!
Mano: Tira esse sorriso. É assustador? O que se passa contigo?!
O QUE SE PASSA COMIGO?!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Aula de condução #2
Deixei o carro ir uma vez a baixo.
Quase provoquei um acidente.
Fartei-me de levar na cabeça por: Andar demasiado depressa, Fazer as curvas em contra-mão e encostar demasiado aos passeios porque estragavas as jantes de liga leve.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Concerto #2
Três da tarde, aparece o Martim, olha para mim, olha á volta, e pergunta: “Sou o primeiro?”, eu respondo que sim, e penso que provavelmente será o único. Dez minutos depois, apareceu uma ‘prima’ minha, e quatro horas depois apareceram mais duas raparigas, [a namorada de um deles, e uma ‘amiga’ do meu irmão], estiveram 10 minutos e foram embora. Como se pode confirmar, foi uma tarde de sucesso. Todos os vizinhos adoraram. Tiveram musicas desde as três da tarde até às oito. Foi só provavelmente uma das piores tardes de sempre, independente do facto de eu também ter andado a fazer barulho.
Concerto #1
Meu irmão: Se vomitares durante o concerto nós dizemos: “Não, isso não é leitinho, foi droga.”
Amigo Guitarrista: Se tu vomitares vomitamos todos.
Amigo Baixista: Sim, somos uma banda!
A serio. Que cromos!!! O que é que eu faço com eles?!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Há algo naquele olhar ligeiramente revelador. Algo que me deixa presa a ele. Algo que não ouso perceber ou querer perceber, e por isso, finjo que está tudo bem. Mas dia após dia, aquele olhar, aquelas expressões. Começo a ficar preocupada. Confusa. Confusa com o modo como tudo está a acontecer. Mas os nossos olhares continuam presos um no outro. Continuas a falar dessa maneira que me deixa… confusa. Continuas a preocupar-te porque sim.
Texto escrito hoje, ás 19:07 durante uma aula de código.
Primeira aula de condução.
Aspectos positivos:
NÃO MATEI NINGUÉM. NÃO TIVE NENHUM ACIDENTE. [não tive mas houve uma situação, em que ao sair de uma ponte e ai virar imediatamente á direita, o carro passou para a faixa de rodagem contrária, ficou atravessado na minha faixa de rodagem, mas NÃO foi a baixo!]
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Relembrem o calor que esteve hoje durante a tarde.
Imaginem um quintal ao sol.
Agora imaginem dois rapazes com 20 anos, com calças de ganga ligeiramente sujas, tronco nu, e corpos suados, muito suados no meio do quintal a escavar um buraco*.
Adoro o Verão.
Adorei o que vi.
Sim, porque um deles, o meu Visinho/Primo/Amigo, é modelo numa agência minimamente credenciada no país... Agora faça o favor de imaginar o corpinho…
Ainda bem que o pai gosta de o ver trabalhar aquele corpinho. Eu também gostei!
*O Pai tem uma empresa deste tipo de coisas e no verão ele costuma ajudar o pai. Por isso é que andava perdido pelo meu quintal!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Mais discussões. Menos unhas.
Hoje, por momentos vi a minha vida a andar para trás, e com o grande patrocínio da minha mãe. Eu chego a casa da minha avó para jantar e ela diz-me: “Quando chegarmos a casa temos muito que conversar.” Odeio quando ela me diz isto. Odeio mesmo. Eu tentei que ela me tentasse dizer qual o assunto, mas foi completamente em vão. Os meus primeiros pensamentos foram para o maço de tabaco misturado com o monte de roupa em cima do sofá do quarto, para as mortalhas dentro do armário [aberto], e ainda para um caderno ao lado da cama. [*lembrar este momento mais para a frente, visto que fui interrompida por uma das coisas que mais me assusta.]. Cheguei a casa depois de jantar com o meu irmão, fui a correr até ao quarto, e sim, ela esteve lá, sim, estava desarrumado, sim ela andou a mexer onde não devia. Por volta das onze da noite ela chega a casa e em vez de falar comigo, que entretanto já tinha ruído todas as minhas unhas [excepto dos pés, está claro], esteve a arrumar as compras. Eu continuava calma, sentada no sofá, com o computador em cima das pernas. Quando ela finalmente vem ter comigo, é para me dizer que esteve no meu quarto, que não gostou do que viu, e que tenho até amanhã para o arrumar e que este tem de estar SEMPRE arrumado como ela quer. PAROU TUDO. Quer dizer, o quarto é a única zona da casa que é só minha e agora vem me dizer que quer que ele esteja arrumado á maneira dela?! Sim, claro que vou conceder o teu maravilhoso desejo. QUANDO DEIXAR DE VIVER CONTIGO!!! Sim, eu enervei-me e gritei com ela única e exclusivamente para lhe dizer que ela precisa de procurar ajuda especializada. Que ela tinha um problema com as arrumações e com as limpezas [para terem uma ideia, nesta casa, quem abre ou fecha uma porta sem ser na maçaneta, é condenado a arder na fogueira porque não podem deixar marcas das mãos na porta.]. Ela chateou-se comigo e eu continuei a bater na mesma tecla e a argumentar. Agora, amanhã quando ela chegar as coisas podem estar realmente diferentes. Estive a pintar uma tela no quarto e ainda tenho as tintas e os pincéis no quarto. E vocês sabem que eu gosto MUITO de música. Não ficava bem uma música, daquelas ‘imortais’, imortalizadas na parede do meu quarto? Escrito com tinta e pincel, e com a minha letra. Eu acho que ficava maravilhoso. Só tenho de pensar numa dessas músicas. Aceitam-se sugestões.
* Enquanto estava a escrever isto, já sentada na cama com o computador em cima de mim, olho para a parede á minha frente e vejo um daqueles bichos que eu odeio e que se chamam centopeias. Na realidade não era muito grande. Sem desviar o olhar da parede, agarro o telemóvel e ligo para o meu irmão.
Eu: És um homem ou és um rato?
Ele: Sou um homem.
Eu: Boa! Então vem cá e trás qualquer coisa que dê para matar um monstro.
Lá vem o coitado [tentar] salvar a irmã mais velha do bicho horrível que entretanto já tinha caído da parede, junto do sofá e do qual já não havia vestígios. Após 10 minutos a discutir com ele, e a tentar arranjar uma arma para o crime [raquete de ténis] vi o animal a percorrer a parede da janela e eu feita parva com a raquete a tentar acertar-lhe, o que não é tarefa fácil visto que o bicho anda á velocidade da luz. Foi estranho. Horrível, mas consegui matar o animal. E isso nem faz de mim uma assassina nem uma medricas a passar a noite na cama do irmão mais novo. Tenho dito.
O MEU QUARTO PODE ESTAR DESSARRUMADO, MAS NÃO ESTÁ SUJO. NÃO VAMOS CONFUNDIR AS COISAS. A JANELA ESTEVE ABERTA ATÉ ÁS NOVE DA NOITE PROVAVELMENTE ENTREOU PELA JANELA. NÃO FIQUEM A PENSAR QUE TENHO ANIMAIS NO QUARTO!!!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Alguma vez tiveram medo de adormecer com medo de não voltar a acordar?
Eu já. Algumas vezes. E hoje parece que ando com aquilo a que eu chamo uma crise no coração. Não tenho tomado a medicação, e á cerca de umas horas que ando com uma picadas no peito tão fortes que tenho de suster a respiração, porque se tento respirar ainda me dói mais.
Estou toda podre. Eu sei.
Sr.ª Simpática: Princesa, diz lá o que queres.
Eu: Queria o meu certificado de habilitações.
Sr.ª Simpática: Tens o papel que te deram?
Eu: Problemas. Não tenho o papel.
Sr.ª Simpática para a senhora que ainda estava dentro da sala: Isto é desporto. É só desporto. É só malta simpática. São todos assim. Uns porreiros. Adoro esta gente! Diz-me só o teu último nome que eu não me lembro. És ‘Estranha’ quê?
Fiquei orgulhosa por se lembrar de mim. A sério que fiquei. Estivemos um pouco na conversa e saí para a paragem do autocarro. Foi estranho estar ali sem toda aquela confusão. Sem gargalhadas alheias, sem conversas parvas, sem gritos, sem confusão. Foi engraçado lembrar-me de algumas coisas que aconteceram naquela paragem de autocarros. Senti saudades de tudo e de todos.
Cheguei ao meu destino e antes de ir para a escola de condução fui comprar um croissant [melhores do mundo.] assim que atravessei a estrada depois de sair do autocarro, vejo ao longe, e quando digo ao longe, é mesmo ao longe, uma rapariga que foi da minha turma no 11º e 12º ano. E em todas as turmas há um elemento que é o bobo da corte. Aquele de quem toda a gente goza. Eu começo a olha, e penso: “Conheço aquele andar”! Depois, ajeita o cai cai e volto a pensar: “Eu conheço aquele gesto. Só pode ser ela!”. Ela virou na esquina exactamente onde eu iria virar. E sim era ela. Estivemos um pouco na conversa, ela foi comigo buscar o croissant e eu acompanhei-a até metade do caminho. Basicamente todo o tempo que estivemos juntas, ela não me deixou falar. Falou. Falou. Falou. E Falou. Já tinha saudades de ouvir assim alguém falar compulsivamente sem que tivéssemos perguntado o que quer que seja.
Dirigi-me á escola, e mais uma vez algo de estranho aconteceu. Um rapaz que estudava comigo, o mesmo curso mas anos diferentes, está a trabalhar numa loja por baixo da escola. Eu nunca fui com a cara dele e ele nunca pareceu ir com a minha, mas desde que ele me viu lá, e normalmente quando passo ele está na rua, diz-me sempre olá com um sorriso, e hoje, eu subi os dois degraus, olhei para ver se o via, não vi, entrei dentro do prédio, e vinha ele com mais dúzia de caixas de sapatos a sair do prédio e dá-se aquela situação extremamente caricata do: QUASE-QUE-BATEMOS-UM-NO-OUTRO-E-DEPOIS-NÃO SABEMOS PARA QUE LADO VAMOS.-VAMOS-OS-DOIS-PARA-A-DIREITA-DEPOIS-PARA-A-ESQUERDA-ATÉ-QUE-UM-PÁRA-DEPOIS-DE-UMA-TENTATIVA-FALHADA-DE-PRUNUNCIAR-O-QUE-QUER-QUE-SEJA. Eu levei a mão á cabeça e cocei a cabeça [normalmente faço isto em momentos minimamente embaraçosos], disse olá e entrei no prédio. Nunca tinha reparado nos olhos dele.
Cheguei a escola de condução, e continuam a acontecer coisas estranhas. A serio. Coisas estranhas com a nova ‘menina da recepção’.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O grande problema agora é:
Vai haver outra festa como houve no verão passado. Esta festa. E o problema é que a festa é dia 21, e eu, supostamente, vou estar no Algarve, do dia 16 até ao final do mês. A minha ‘madrinha’ até já foi ao facebook dizer que não entende como é que a festa pode ser um problema para mim. Que eu posso vir de expresso. [Se ela fosse uma das pessoas que mais bebe cerveja, eu também a tentava convencer para vir]. Eu sinceramente duvido que a minha mãe me deixe vir passar um fim-de-semana cá a cima e voltar para baixo, muito menos voltar para cima a meio das férias, não voltar para baixo e passar o meu aniversário aqui sozinha. Mas enfim. A minha ideia era ir ter com ela depois da festa. Tinha a casa só para mim e para os amigos. Começávamos a festa um ou dois dias antes, íamos para a festa do parque [que este ano até vai ter área de campismo. Para terem noção da grandiosidade do evento] e depois apanhávamos no dia seguinte, depois de dormir, o expresso em direcção ao Algarve.
Para mim era o ideal.
Só de me lembrar da festa do ano passado....
terça-feira, 20 de julho de 2010
Walking With a Ghost
No matter which way you go
No matter which way you stay
You're out of my mind, out of my mind
Out of my mind, out of my mind
I was walking with a ghost
I said please, please don't insist
I was walking with a ghost
I said please, please don't insist
No matter which way you go
No matter which way you stay
You're out of my mind, out of my mind
Out of my mind, out of my mind
I was walking with a ghost
I said please, please don't insist
I was walking with a ghost
I said please, please don't insist
No matter which way you go
No matter which way you stay
You're out of my mind, out of my mind
Out of my mind, out of my mind
I was walking with a ghost
I was walking with a ghost
Out of my mind, out of my mind
(I said please)
Out of my mind, out of my mind
(I said please)
You're out of my mind, out of my mind
Out of my mind, out of my mind
Out of my mind, out of my mind
Out of my mind, out of my mind
I was walking with a ghost
I was walking with a ghost
I was walking with a ghost
I was walking with a ghost
I was walking with a ghost
I was walking with a ghost
Tegan and Sara
sábado, 17 de julho de 2010
Gosto dos dois que foram comigo ao Alive, mas não gosto de um outro que costuma estar com eles e que também faz parte da banda. Não gosto e pronto. O miúdo tem a mania que é engraçado, e hoje como a minha mãe não está em casa, fez o favor de comprar doses industriais de salsichas, pães para cachorros, batatas fritas, e eu é que os tenho de alimentar e como se não bastasse, ainda tenho de arrumar o que eles desarrumam e sujam. Eu não nasci para isto. E ele irrita-me profundamente. Tenho dito. E era suposto eu ir com eles para a festa da cerveja?! É certo que o meu primo está com eles, mas ainda bem* que o M. se aleijou e não pode ir. Que alivio.
* Não é ainda bem! Ele foi operado ao joelho á dois anos e pelos vistos agora voltou a aleijar-se. Ontem já andava coxo, hoje acho que não anda! Tenho de dar lá um saltinho!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
M-E-D-O
“Sim, ele hoje vai pensar em ti.”
A Estranha, desceu as escadas, for ter com a mãe, regressou ao quarto e tinha uma mensagem dele.
O facebook assusta que se farta! Bolas!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Power Balance
Descobri estas pulseiras hoje e tentei comprar, mas a verdade é que não consigo fazer a compra pela net e estou a desesperar!É linda não é? Mais informações aqui.
terça-feira, 13 de julho de 2010
A mãe foi torrar para a praia e ainda não chegou. Os responsáveis pelo jantar sou eu e o meu pai. Ementa: Frango Grelhado com batatas fritas. Resultado: ASNEIRA.
Pai: Já ligaste a fritadeira?
Eu: Não. Estou a descascar batatas. Pode ir lá tu?
2 minutos depois
Pai: Como se liga isto? Vem cá tu que eu tenho de ir ver do lume.
[lá vou eu de aventar batata e faca na mão para a rua ligar a fritadeira.]
10 minutos de depois
Pai: O óleo ainda não está quente?
Eu: Não sei. Vê.
Pai: Como é que vejo? Meto lá o dedo?
Eu: Sim. Se conseguires tocar no fundo ganhas!
Isto é um dia normal.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
PEARL JAM.
Foi esperar pelo T. porque se atrasou e íamos perdendo o expresso.
Foi entrar dentro do expresso, e o T. perguntar: “Então e agora?” eu tirar uma cábula com o horário dos comboios de dentro do envelope da Fnac com os bilhetes, e o C. gritar: “Esqueci-me do bilhete! Eia não acredito! Esqueci-me do bilhete” Levantar-se, pegar na mala, sair a correr do expresso e nós os quatro lá dentro a olhar pela janela enquanto ele corria sem olhar para trás.
Foi o C. perseguir o expresso e conseguir entrar quase a meio caminho de Lisboa.
Foi o senhor do metro a mandar um abraço para o Eddie Vedder.
Foi perder uma parte dos fones algures em Sete Rios, uma lente de contacto entre a estação do zoológico e a Baixa-Chiado e andar até às 4 da manhã só com uma lente.
Foi andar de eléctrico sem pagar.
Foi rir até doer a barriga com o parvo do meu irmão e do C. e assistir a cenas do tipo: O C. e a E. ainda tinham de trocar um talão pelo bilhete, então tiveram de ir numa outra fila. Trocaram o bilhete, voltaram na nossa direcção e quando se estavam a aproximar, começarem a gritar um para o outro como se tivessem encontrado por acaso e não se vissem a muito tempo. Era toda a gente que passava rir a pensar que era a sério!
Foi quase não entrar no recinto por causa de um problema com os bilhetes.
Foi encontrar pessoas conhecidas, que estudaram ou estudam com algum de nós.
Foi o crowd surfing do meu irmão durante Sean Riley.
Foi encontrar a F., conhecida do meu irmão e ouvir: “Eia, que me dera que fosses minha irmã! Quer dizer, vens com o teu irmão e ele pode fumar, e beber que é na boa! Altamente! Também queria ter assim uma irmã, que viesse curtir comigo para um festival!”
Foi falar em inglês com um italiano que ia ser pai e que tinha uma camisola do Jim Morrison.
Foi gritar ao João Xavier, ter de me afastar para o Legendary Tiger Man, a Sónia Tavares, a Cláudia Efe e a Rita Redshoes passarem durante o seu passeio de carrinho de golfe pelo recinto, ‘tropeçar’ na Luísa da MTV, tirar uma foto ao André dos Ídolos porque a F. viu-o e começou a correr na direcção dele e a gritar para eu tirar uma foto, jantar na mesa ao lado do Rui Pego e da Raquel Strada, Fui um Hi 5 da Carolina Torres [Não foi a mim. Foi ao Colega do meu irmão que ia na minha direcção com a minha bebida], e foi encontrar o Jay-Jay dos Da Weasel no final dos Pearl Jam.
Foi ouvir a F. “Eu dantes tinha amigos. Agora não”. Quando se perdeu dos amigos.
Foi chegar ao Alive sem gostar de Gogol Bordello e sair a gostar.
Foi a F. a cantar todas as músicas do Goggol Bordello e dançar e saltar como se tivesse possuída.
Foi os Pearl Jam. Foi tudo pelos Pearl Jam. Foi os braços no ar na Reliase. Foi delirar com a Smile e lembrar-me do J. Foi o BERRAR com o braços bem no ar “Did I say that I need you? Did I say that I want you? Oh, if I didn't I'm a fool you see No one knows this more than me” na Just Breath. Foi vibrar ao som da Fixer. Foi quase chorar na Daughter. Foi arrepiar-me toda quando TODA a gente cantou a Better Man. Foi a E. pensar que eu estava a chorar na The End. [E pouco faltou.] Foi a Even Flow que me fez acreditar que estava ali. Foi o BERRAR com todas as minhas forças: “Even flow, thoughts arrive like butterflies Oh, he don't know, so he chases them away Someday yet, he'll begin his life again Life again, life again...”. Foi os olhos fechados na Black. Foi Gritar por e durante a Alive até ficar quase sem voz. Foi todo o recinto em completo silêncio quando o Eddie Vedder anunciou em português, a pausa que a banda vai fazer. Foi talvez o melhor dia da minha vida.
Foi o meu irmão, o C. e a E. deitados na relva ás 4.00 da manhã porque queriam dormir.
Foi chegar a Sete Rios e estar montes de pessoal a dormir na rua.
Foi ver o sol nascer, sozinha, na rua, e a fumar o cigarro, que até agora foi o melhor da minha vida.
Foi regressar a casa com toda a gente [o nosso grupo no total era de 10 pessoas] no expresso.
Fui eu a ver pretos em pé no corredor do autocarro e olhar para a rua e ver coisas que na realidade não existiam. Assim como no autocarro.
Foi só um dos melhores dias da minha vida, com uma companhia perfeita. Se para o ano, lá estiveram os radiohead, lá estarei novamente!
A foto fui eu que tirei!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Algo se passa.
A serio. Passa-se algo de errado nesta família. Algo de grave e ninguém fala sobre o assunto. Mais uma vez os meus pais preferem não falar dos problemas na esperança que eles desapareçam. Não desaparecem. O meu pai deixou de ter horas para chegar a casa. Ele sempre foi pontual nas horas de chegar a casa, á hora de almoço, quando vinha almoçar a casa, às 13.05 em ponto, ouvia-se a porta do carro a bater. Não falhava. Agora se for preciso chega a casa a horas de sair. Ao final do dia, às 19 horas, [aproximadamente] ouvia-se a garagem a fechar. Agora são 20.35 e ainda não chegou. Mas o que me preocupa não é a vida do meu pai, é a saúde da minha mãe. A semana passada chegou uns dias mais cedo e saiu apressada porque tinha de ir ao médico. Não achei estranho. Faz hoje uma semana, ela acordou às duas da manhã cheia de dores de barriga e disse que eram dores menstruais. Mas ela tinha tantas dores que simplesmente não conseguia andar. Ela teve de ir agarrada às paredes até á casa de banho, e pela primeira vez na vida, vi o meu pai preocupado e impaciente. Achei estranho. No dia seguinte perguntei se já estava melhor e se foi ao médico, ela responde-me que ligou para a ginecologista. Achei um pouco estranho porque tecnicamente eram só dores menstruais. Hoje, encontrei uns envelopes. Dois de análises, e dois do hospital, um aberto e um fechado.
Eu não sou muito curiosa, mas eram envelopes relacionados com a saúde e eu tinha assistido às ‘dores de barriga’ da semana passada, li o que estava escrito dentro do envelope aberto. Dizia que depois de ser realizada a ecografia, que foi encontrado um quisto no útero.
E agora? Quanto tempo até ela falar com os filhos? Quanto tempo para dizer o que realmente se passa?
domingo, 4 de julho de 2010
Missão impossível.
Cheguei agora a casa e sinto-me estranha. Estive desde as onze da noite com o M. a preparar uma surpresa para a S. Foi super engraçado. Fui ter com ele, fui a casa dele, [estive a falar com a mãe dele. Gosto tanto dela e ela trata-me tão bem. Trata-me melhor a mim do que tratava a namorada do filho.], depois lembrei-me que tinha deixado o tabaco em casa e que a ultima vez que o tinha visto foi nas escadas da entrada. As escadas dentro de casa. PÂNICO. PÂNICO. Lá foi o coitado comigo a casa á procura do tabaco, que afinal estava no quarto. Fomos para o parque. Como é de noite, têm luz e não está lá ninguém. Estivemos lá duas horas e meia. No chão. Ele tinha dois lençóis brancos enormes e escreveu cerca de 25 das razões a explicar o porquê de Amar a S.[imaginem duas pessoas, deitadas no chão, ao pé de um lençol, frente a frente, e enquanto ele escrevia a lápis, eu passava por cima com uma caneta de tinta permanente.] Num outro escreveu o tradicional “Amo-te S.” a spray [que o anormal do primo a.k.a. J. comprou laranja em vez de vermelho.]
Numa outra ocasião eu diria que seria uma noite romântica, mas ele é um GRANDE amigo meu e [ex] namorado de uma amiga minha, mas ter o parque vazio, com pequenas luzes, o céu estrelado, com lua, ouvir o som da água a correr no rio, e ouvir ao longe o barulho [estranho] dos sapos, até que era romântico se fosse uma situação completamente diferente. Como não foi, foi apenas muito divertido. Por volta das três e tal da manhã chegou o J., porque o objectivo era ir colocar os lençóis á entrada da casa da S. Aquele anormal chegou com uma máscara de carnaval qualquer, tecnicamente era uma daquelas cenas que se usa nos assaltos, em que só tens uns buracos para os olhos e outro para a boca. Foi assim que ele apareceu. Chegou, viu e gostou. Entrámos no carro e fomos em direcção a casa dela. Deixámos o carro super longe, e fomos colocar os lençóis, ele enfiou uma carta debaixo da porta e fomos embora, divertir-nos com o novo brinquedo do J. Tem um boneco daqueles das feiras populares, parecem gelatina e que se lhes batermos acendem uma luz. Pois, o dele acende uma luz azul e vermelha. E quem é que tem luzes azuis e vermelhas? A polícia. Andávamos na estrada nacional, chegávamos perto dos carros, ele batia no boneco, acendiam-se as luzes e era ver os carros a encostar á direita. Era risada geral.
Mas resumindo, e visto que não vou falar do facto de voltarmos a estar os dois junto e a partilhar o mesmo espaço, o mesmo metro quadrado, arriscava dizer, só quero dizer que se alguém me fizesse alguma vez uma coisa destas, acho que caía nos braços dessa pessoa para sempre. Ou pelo menos durante MUITO tempo. [e se lessem a carta que ele escreveu…]
sábado, 3 de julho de 2010
The Runaways
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Profundo Desabafo.
Tenho a certeza que depois de leres isto, vais claramente deixar de seguir este blog, mas tenho de deitar isto cá para fora. Vamos falar de uma actriz que 99% das raparigas odeia. Kristen Stewart. Vou ser a mais sincera possível. Eu gosto. Gosto, e vou explicar porquê. Antes de toda esta febre horrível dos vampiros, eu já tinha visto: o Jumper, Zathura: A Space Adventure [o filme mais estúpido da história do cinema], In the Land of Women [por causa do Adam Brody], e o Into the Wild. E devo dizer que gosto dela como actriz. Gostei do desempenho dela nestes filmes, acho-a um boa actriz e sinceramente, apesar de toda a saga dos vampiros a terem tornado super famosa, não gosto do desempenho dela. Não gosto e pronto. Apesar de toda esta febre e do impacto e obsessão por isto, este é de longe um dos piores papéis alguma vez desempenhados por ela, e apesar de só ter visto os dois primeiros filmes e de achar o Robert [e já que estou numa de sinceridade] HORRIVEL, não tenciono ver mais nenhum, mas acho interessante tudo isto porque o que torna as pessoas viciadas nisto não é os vampiros é todo aquele romantismo e amor impossível entre o vampiro e o humano. A fragilidade que representa o ser humano perante uma fantasia destas. Tenho dito.
Posto isto, tenho medo do próximo filme dela. Acho que o facto dela estar no filme, pode trazer fans do Twilight e 'arruinar' por completo a reputação das Runaways e apesar de estar curiosa para o ver [sou fã dos Runaways e em especial da Joan Jett. Quem me dera tocar assim guitarra], tenho medo das consequências da presença dela. Não queria que uma banda tão SUPER ESPECTACULAR ficasse ‘arruinada’ pelo Twilight.
Agora que já dei a minha opinião, deixa o tua. Nem que seja para dizer ‘adeus’.

