Depois de jantar com o J. e a namorada, depois um homem na tasca cá da terra (primo do J.) me começar a embebedar, depois de uma noite ao som da banda do pai de uma colega minha e de conversa com um grande colega meu, depois de andar 10km de carro, com mais 10 pessoas (guia!) para uma terriola ao lado, em que bebi ainda mais, encontrei a minha alma gémea. Juro que encontrei. Mas é uma mulher.
Ela é amiga da S., a primeira recordação que tenho dela foi num jantar de aniversário, em que tive de andar com ela ás costas porque estava toda bêbeda, a ultima foi o ano passado em que ela estava com a S. cruzamo-nos em Leiria e ambas viram-me as costas, hoje, ela andava no meio de toda a gente a dançar, viu-me, gritou o meu nome e sai-se o primeiro ‘high five’ da noite. No final da dança, tivemos qualquer coisa como 30 minutos a gritar aos ouvidos uma da outra. Ela assim como eu quer acabar o curso e ir para África fazer voluntariado. Ambas achamos que o mínimo que possamos fazer lá, já é dar cor á vida de alguém. Fazer alguém feliz. Depois falámos da S. e do tempo em que estivemos separadas. Falámos dos ataques de ansiedade que tanto ela como eu temos. Da maneira como andamos quando andamos mais nervosas. Comemos pipocas e acabou por me apanhar com um cigarro na boca, e antes que eu o acendesse, roubou-mo e fumou-o ela. O ultimo. Óbvio que depois me deu um dos dela. Foi sem duvida os melhores 30 minutos da noite.