
Quando acordamos de manhã, temos logo uma breve ideia de como irá correr o dia. Eu pelo menos tenho. Não sei se o facto de ser segunda-feira influencia ou não, mas a verdade é que este dia foi uma verdadeira porcaria, [para não utilizar vocabulário grosseiro]. Para começar bem o dia, o despertador tocas ás 7 horas da matina, eu, quase involuntariamente [porque tenho uma vaga, muito vaga ideia], carrego no botão para repetir, ou seja, toca ás 7:09 da manhã. Eu, desta vez, e um pouco mais consciente, carrego para lá nos botões e ponho-o a tocar as 7:20. Tudo bem. “Tens 30 minutos para te despachares e te pores andar pá escola ”, pensei. O despertador, que nunca falha, ás 7:20 começou a tocar [rádio, porque se quero andar minimamente bem disposta durante o dia, tenho que acordar com música]. Fiquei deitada na mesma. Metade do meu ser, queria que me levanta-se, a outra metade que me deixa-se ficar no quentinho. Tipo o anjinho e o diabo dos desenhos animados. [No meu caso o diabo ganha sempre]. A metade do meu ser que queria levanta-se teve força suficiente para por uma das pernas do lado de fora, e deixa-la ali quase a entrar em hipotermia, porque a outra metade não se deu ao trabalho de a por para dentro. Nem mais. Olhei para o relógio eram 7:32. “FODA-SE O TEMPO VOA!” gritei enquanto me levantava da cama, vestia uma calças, uma t-shirt e pegava num caderno e na mala [quanto ao portátil pensei que não iria precisar. Já lá vamos.] Cheguei ao W.C. e consegui despachar-me em 10 minutos, entrei na cozinha para tomar o pequeno-almoço eram 7:45. “BOA! DAQUI A 5 MINUTOS DEVIAS SAIR DE CASA!”, comecei feita parva a abrir armários até ouvir um “O TEU IRMÃO SAIU DE CASA E NÃO FEZ TANTO BARULHO”, eram os meus pais que tem uma vida boa e só levantam o cú da cama lá para as 8 da manhã! Tive tempo de preparar um croissant misto e de beber um leite. Corrida para um lado e corrida para o outro, eram 7:55 estava eu a sair de casa. A pé. Para ir para a escola de autocarro. Sim, porque aparecer na escola de condução para acabar de tirar a carta dá muito trabalho. Phones nos ouvidos e bora lá “Com sorte, ainda perco o autocarro e volto para a cama” pensei. Estava ainda não a meio do caminho, o que é que encontro… um cão rafeiro qualquer. Medo. Tenho muito medo. Devagar, muito devagar passei por ele. Eram 8.oo e ainda não ia a meio do caminho. [Se calhar, devia lembrar que o autocarro é ás 8horas. Sim, porque qualquer pessoa NORMAL, no meu lugar, acordaria as 6:45, despachava-se calmamente, tomaria um bom pequeno-almoço como manda a “lei”, sairia de casa ás 7:30 para apanhar o autocarro as 7:40, chegaria á cidade ás 7:55, voltaria a apanhar outro autocarro para a escola, onde chegaria por volta das 8:10 e estava na escola quando tocasse ás 8:35. NAAAAA. EU?? Nem pensar] Chego apressada á paragem de autocarro e para aquela gente toda era um dia perfeitamente normal. Irritou-me. Mas o que me irritou mais foi ter-me apercebido que o autocarro estava atrasado. Passou para Cima eram 8:10. [e eu feita parva a “correr”, com a mala a escorregar-me pelo ombro. Ah. E com o pingo no nariz]. Entro dentro do autocarro [gelo. Muito gelo.] rumo á escola. Eram 8:45 entro dentro da sala [só estava 10 minutos atrasada]. Recebo a bela noticia que só vou ter um 13 a português, porque tive 13 na apresentação do trabalho de Ricardo Reis [gostei tanto. Tem tanto a ver comigo.] por causa da assiduidade [Juro que não sei porque], e por causa do comportamento [Até parece!!] Quando finalmente estou a ultima aula, em que tive problemas porque a profe não conseguiu abrir o trabalho que lhe enviei por mail, e o único sitio onde o tinha era no portátil. Onde é que ele estava? EM CASA. E quando finalmente tudo parecia estar resolvido, solto um “Finalmente se férias! Não tenho que fazer mais nada!” alguém tem a feliz ideia de dizer: “Olha… terça-feira temos de entregar a organização do torneio internacional e também temos teste a matemática!” [Obrigadinha Deus. Sejas lá tu quem fores] “MAS ISSO È AMANHÃ?! AINDA NÃO FIZ NADA!!” [Bela merda hã?!] toca a ir para casa trabalhar! Entretanto lembrei-me do almoço, e mandei uma sms á minha mãe a perguntar. Resposta: “Esqueci-me. Liga para avó!” [Liindooo].
E pronto. Foi o meu lindo dia. Como me sinto? Bem Obrigado. Tenho uma dor nas costas que nem consigo respirar, estive a ver o curto-circuito com o computador nas pernas por isso o resultado vai ser muito mau, e ainda não estudei nada para matemática porque decidi escrever isto. [Boaaa!]
P.S.: Obrigado Zé!