quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O Ultimo!

2008 está mesmo a acabar, e pelos vistos, pela primeira vez o relógio vai marcar 60 segundos. Andamos um segundo atrasados. Nunca achei a passagem de ano assim uma coisa de outro mundo mas é sem duvida uma boa oportunidade para sair e beber uns copos. Este foi sem dúvida um ano que vai deixar saudades, apesar de não gostar muito de olhar para o que passou. Mas foi um ano interessante. Não começou muito bem. Logo depois da meia-noite, andava com alguém às costas, extremamente alegre do sangue, que se “gomitava” em tudo que era canto. Foi um ano de novas amizades. Novos laços criados. Muitos cafés na praça. Outros tantos fora da praça. Conversas de Jardim, de telemóvel no messenger, conversas de Autocarro. [Ai as conversas de Autocarro.] de casa de banho. Um ano em que dei passos importantes. Outros nem tanto. Um ano onde ganhei algumas coisas, onde me dei por vencida noutras, mas que no fundo ganhámos todos. Um ano onde fui bastante parva. Onde chamei parva às pessoas “todas”. Um ano de boas notícias e de péssimas notícias. Um ano com saídas boas e outras menos boas. Um ano que marcou os meus 18. Um ano que ficou marcado por um belo Tascapaper pelos bares da cidade. Um ano com Casal Garcia, cerveja, Vodka com gelo. [que pancada meu deus!] um ano em que ouvi vezes sem conta “… Faz-me uma Bébida” [com prenuncia de habitante de leste, mas que no fundo eram bastante Tugas]. Um ano de segredos contados, outros ainda por contar. De planos realizados, planos planeados e que vão a todo o custo ser realizados. Férias planeadas com quase 365 dias de antecedência e com uma contagem decrescente quase diária. Um ano com brindes: “A nós, a eles, e a nós em cima deles”. Um ano pouco sóbrio. Um ano em que foram muitos os momentos em que não quis estar sóbria. Um ano de muita praia. Passeios á beira-mar. Á beira-rio. Conversas parvas. Conversas ao ouvido. [ai as conversas ao ouvido] Um ano onde conheci pessoas importantes e onde outras tantas se tornaram importantes ou ainda mais importantes. Onde matei saudades de pessoas que não via á muito tempo. Onde quase morri de saudades. Um ano com bastante adrenalina. Um ano onde cantei. Chorei. Gritei. Implorei. Desabafei. Um ano passado com algumas das pessoas mais parvas á face da terra [sim. Estou a exagerar um pouco. Mas mesmo pouco]. Um ano de jantaradas. Um ano onde se comeu muito atum. Massa com atum. Arroz com atum. Atum á Braz. Um ano com muitas guitarradas. Na praça. Na escola. No jardim. No parque infantil. No autocarro. Um ano de discussões parvas, outras nem por isso. Um ano em que muitas conversas acabaram com um “cala-te parva/o” ou então “Pó caralho pá”. Muitas conversas por terminar, coisas por dizer, momentos por rever e reviver. Um ano de gargalhadas até faltar a respiração e os abdominais ficarem com cãibras. Um ano quente, mas onde se levaram baldes de água fria. Um ano onde foram descobertas novas paixões, umas tarde de mais, outras ainda a tempo [espero], um ano de lugares e momentos especiais, musicas especiais, pessoas especiais. Um ano de inspiração e de falta dela. Um ano de bom e de muito mau feitio. Um ano de loucas viagens e de desejos de outras tantas. Um ano de momentos registados com fotografias, outros que ficam apenas na memoria, mas que no fundo nunca se esquecerão. Um ano de algumas tempestades e de muita bonança. Um ano de muita música. Muitos concertos. Muitos livros lidos, outros tantos por ler, reler e comprar. Filmes vistos, revistos, e verdadeiros filmes feitos. Muitas frases feitas, que apareceram sempre no momento certo ou errado, á hora certa ou errada [ainda estou para descobrir]. Um ano onde disse “Aqui vou ser feliz” onde disse “Segue com a tua vidinha”. Um ano onde dei muita barraca, umas vezes com alguma consciência, outras nem por isso. Arrependi-me de algumas coisas. Desejei não me arrepender de outras. Um ano com alguns vícios agora tornados hábitos, ou hábitos tornados vícios. Um ano de olhares, de trocas de olhares com pessoas especiais. Encontros espontâneos com pessoas especiais [alguns que até era melhor não terem acontecido]. Uma ano a olhar para trás, mas como diz o outro “E apesar de também olhar muito para trás, tento ao máximo que isso não seja a minha vida.” Um ano que chegou ao fim, com grandes desejos para o ano que vem. Desejos que espero que se realizem.
Algumas coisas do que melhor Aconteceu em 2008, Não tudo!!

Concertos:

Mafalda Veiga
David Fonseca
Rita Redshoes
Joss Stone
O meu
Uma qualquer banda de garagem que não vou revelar o nome

Livros:

Os Maias
Momento inesquecível
Diário da nossa paixão
Viagem sem regresso
Espero por ti em Paris
Depois de Ti
Viagem do Elefante
[…]

Álbuns:

Kaiser Chiefs - Off With Their Heads
Os Pontos Negros - Magnifico Material Inutil
Pink – Funhouse
Snow Patrol - A Hundred Million Suns
Oasis - Dig Out Your Soul
The Killers - Day And Age
Coldplay - Viva la Vida (2008)
Aimee Mann – F&%$ºg Simlers
Jack Johnson - Sleep Through The Static
Mafalda Veiga – Chão
Rita Redshoes – Golden Era
The Kooks - Konk
The Kills - Midnight Boom

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sem Palavras!

Hoje foi um dia repleto de emoções.
Pediram-me para tomar conta da minha prima. Estava doente. Só tem um aninho. É a coisinha mais linda. É engraçado olhar para um bebé daquele tamanho e imaginar tudo o que tem pela frente. Mas é quando ela adormece nos meus braços que o mundo pára. Ver uma criança daquele tamanho, frágil e completamente inocente, ali nos meus braços, como se não existisse mais nada, transmite uma paz e uma serenidade completamente inexplicável. Só que já passou por esta experiência é que percebe a sensação. Aqueles suspiros, os sorrisos, o trincar da chupeta enquanto dorme. O apertar do nosso dedo com a mãozinha minúscula, como se nós fosse-mos os responsáveis de os proteger de todos os perigos que esperam ao abrir a porta da rua. E o primeiro olhar, o primeiro sorriso ao acordar. Foi como se ela tivesse nascido outra vez. Amei. Venham mais momentos destes.

domingo, 28 de dezembro de 2008

David Fonseca I

“Nunca consegui acompanhar nenhum desporto com fervor. Não sei bem explicar porquê, mas acredito que possa estar relacionado com a estranha ideia que tenho de competição. O objectivo de qualquer competição é a vitória e tudo o que advêm dela. A adrenalina de estar na chamada linha da frente. No entanto, é na derrota que a maior parte das coisas se passa. No falhanço. Quando se erra, as questões são maiores. Vêem-se coisas outrora adormecidas. É no erro que se descobre a fragilidade das coisas e se põe na balança o que é mais importante. É no erro que aprendo a rir de mim próprio. E é muitas vezes no erro que coisas mágicas acontecem.” [David Fonseca. DVD Dreams in Colour Live]


Uma pessoa fica completamente parva com determinadas coisas. Eu pelo menos fico. Uma delas é a criatividade sem limites deste senhor. E têm tanto sentido. Pelo menos para mim. Entrou na minha vida tinha eu sete ou oito anos, ainda no tempo dos Silence 4, o primeiro concerto que vi ao vivo, depois, quando terminaram, e depois de um período de raiva, comecei a ouvir o David Fonseca a solo. E verdade seja dita, é um GRANDE senhor! A sua criatividade não tem mesmo limites!

Para a Próxima coloco outro texto dele!
Fica uma das minhas favoritas:

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Véspera de Natal

Hoje é a véspera de Natal. Não estou a dizer nada que ainda não se soubesse, mas começo a deixar de gostar do Natal. O Natal já não era o que era, ou então eu é que cresci. Não sei. Lembro-me das antigas noites de consoada, em que a família se juntava toda em casa de alguém, havia sempre uma mesa muito comprida para todos, montes de comida, doces, e depois de jantar, os homens juntavam-se numa das pontas a jogar ás cartas e falar de futebol ou qualquer outro tema da actualidade, as mulheres na outra ponta a ver a final de um reality Show qualquer [com a Teresa Guilherme ou com a Júlia Pinheiro. É sempre], ou acabar de arrumar a cozinha, os mais novos sentados a meio da mesa a jogar aqueles jogos de tabuleiro [o que é feito deles agora? Já não são como dantes!!], ou então na sala ao lado a jogar ping pong, ou ainda todos agasalhados na rua a correr pelo jardim ou simplesmente a jogar ao meio com uma bola de futebol, em que os mais velhos nunca iam ao meio, e quando se dava conta já metade da família estava toda reunida na rua e era uma grande festa. Depois, perto da meia-noite, [havia sempre quem ia á missa do galo], reuniam-se todos novamente dentro de casa e havia aquela ansiedade, misturada com nervosismo ao abrir os presentes, enquanto se ouvia as tias-avós sentadas no sofá a cantar musicas de natal. Isto sim era um Natal a sério. Tenho saudades. Agora, os primos casaram, passam o natal com a outra parte da família e o Natal já não é o que era.
Este ano a consoada vai ser em minha casa. A minha mãe anda atarefada com os preparativos finais, embrulhos de última hora, eu a fazer um cartões para a ementa [até a ementa temos direito!] todos giros, com recortes feitos em folhas de cartolina com velinhas e anjinhos.
Enquanto escrevia a ementa no computador pensava: “Eu vou ter direito a aperitivos, meia dúzia de entradas, sopa quente, bacalhau, sobremesas, café, bolo-rei, champanhe, e tanta gente que nem direito a uma sandes vai ter!” Apeteceu-me baixar o ecrã do computador e deixar tudo para trás. Eu com direito a ter a casa quente, um verdadeiro “manjar dos Deuses” e tantas pessoas que nem vão ter direito a um tecto esta noite. Chega-se á meia-noite, vou abrir os presentes, e aquelas crianças, que não vão ter direito a nada? E Dizem que o Natal é tempo para andar feliz? Como é que uma pessoa pode andar feliz, se há pessoas a passar este dia na rua?

Não entendo.
Pelo menos para mim, este é dos dias mais tristes!


Feliz Natal*
=)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Rescaldo

Agora sim, depois da fase de rescaldo terminada, tenho tempo para vir aqui escrever qualquer coisa [não é que tenha andado ocupada!]. Aviso que o que se segue é um desabafo, como nunca antes visto. Vou começar pela quinta-feira passada: Jantar de turma: o vinho era bom [ai o vinho], a comida também era muito boa, [vá… era boa], final do jantar troca de prendas e tal e logo se seguida noitada no karaoke [juro que não sei de quem foi a ideia]. Foi cantar até a garganta implorar por mais não [isto não soa muito bem!!] e até a senhora do karaoke nos mandar embora. [basicamente foi isso que aconteceu.] nunca cantei tanto e quase ninguém batia palmas. Estive mesmo em todas. Depois regresso a casa: Táxi. Nem mais! Chegar a casa e deitar na cama e adormecer como que nem uma pedra. [era o meu sonho]. Não consegui, tive de pegar em mim [o que eu gosto desta expressão] e pernoitar [outra!] no sofá da sala, a digestão parou. [foi a desculpa que eu arranjei. Sim, porque o vinho não me fez mal, nem eu estava bêbada.] passei o resto da noite acordada no sofá a beber aguinha das pedras. [com uma futura noite de trabalho pela frente] consegui dormir no máximo três horas. [das 8 ás 11]. Acordei e estive basicamente o dia sem comer com medo que o meu estômago se lembra-se de deitar tudo para fora! Chegaram as sete da noite. Ui! Ca nervos! Primeiro dia de trabalho. Acabei ás 4 da manhã, porque me deixaram a arrumar a cozinha e a lavar o chão [gosto tanto] lá consegui chegar a casa e foi dormir até ás duas da tarde. Foram-me acordar para ir ao funeral do meu vizinho. Foi ele que durante 4 anos me trouxe todos os dias da escola. A mim e aos netos que são da minha idade. Foi difícil vê-los naquele dia. Pronto. Passou o sábado. Domingo foi daqueles dias mesmo porreiros para passar em pijama. Tive uma visita da minha afilhada. Gosta tanto de mim. A primeira frase que ela vai conseguir construir vai ser: “Madrinha, vai á m***a”. Tenho esta esperança. A miúda gosta de mim é pelas costas. Até se ri quando me vou embora! segunda-feira: curioso… foi ontem mas não me lembro do que fiz. Provavelmente nada. Passei o dia de pijama na horizontal no belo do sofá. Terça-feira: Hoje. Véspera da véspera de Natal e ainda não comprei presentes para ninguém. Mas o Natal é tema para o próximo post. Não sei porque já que este vai ficar por baixo. Não interessa.


Peço desculpa por o texto não estar NADA explicito mas é reflexo do que me bai na cabeça. E pronto. Assim termino esta espécie de post.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Preview

Esperam-se dois dias em grande…


Quinta-feira sem aulas de manhã, e um jantar de natal de turma, que só deus sabe quando acabará. Quanto á prenda que vou oferecer… não sei, mas para quem é estou inclinada para uma grande de “Mines”. Regresso a casa na quinta-feira? Pois… também não sei! Uns dizem que o banco Totta é bom para dormir porque é quentinho, outros dizem que é melhor regressar de táxi, e há ainda outros que esperam regressar no primeiro autocarro da manhã. Vai ser uma GRANDE noite. Em vários sentidos.

Sexta-feira. Pois bem. Tenho o dia quase todo para dormir. E como primeiro dia de férias, vou começar a trabalhar ás 7horas da noite [ui!]. O meu primeiro dia de trabalho. Nervosa? MUITO. Até já fiz uma aposta. Vai ser o primeiro dia e o ultimo. Só vou fazer asneira. Vai correr muito mal!

Afinal...

Hoje apercebi-me que afinal o amor, o amor verdadeiro existe. Nunca fui muito de acreditar nisso. Quer dizer, já acreditei mas um rapazinho fez com deixa-se de acreditar, mas hoje, e depois de bastante tempo a dizer e até mesmo a acreditar que o amor, [o verdadeiro] não existe, arrisco-me a dizer que estava errada e que afinal existe. Passo a explicar.
Estava eu para a entrar no autocarro para regressar a casa e não fazia ideia do quanto aquela viagem me ia marcar. Estavam dois senhores de idade, [a única coisa que deveriam ter em comum era mesmo a idade, 80 aninhos, “maizómenos”] estavam á minha frente, sentaram-se calmamente, até porque a idade não permite coisas muito rápidas, e quando eu passei, o senhor, um homem bastante alto, cabelo completamente branco e a pele morena, estava a chorar, através dos óculos consegui ver-lhe os olhos azuis, e as lágrimas a correr pela cara, como se fosse uma criancinha a chorar por lhe terem tirado algo que gosta. Fiquei bastante comovida porque não consigo ver pessoas a chorar, e ver aquilo… sentei-me uns bancos atrás e ouvi um pouco da conversa [não gosto de fazer aquilo, mas o senhor pareceu tão mal, e enquanto não coloquei os phones nos ouvidos…]. O senhor que estava a chorar, e tinha um motivo, a mulher estava doente e no hospital, e o senhor não sabia se ela ia conseguir sobreviver e a preocupação do senhor era como é que ele ia sobreviver sem a mulher! Confesso que ainda pensei que o homem se estivesse a referir no geral, “Ah e tal e agora o que é que vou jantar?” ou “Quem é que me vai lavar os pés?” mas percebi que o que o homem não conseguiria mesmo viver sem a senhora por perto, e as razões não eram estas. A senhora que ia ao lado, dizia para ele ter calma e coragem, mas o senhor chorava tanto, que conseguiu que até eu solta-se uma lagrimazinha. Aquilo sim era amor do verdadeiro. Amor assim já não se vê com muita frequência hoje em dia. E até fiz umas contas. Se o senhor tem 80 anos [ele disse a idade dele], imaginemos que conheceu a senhora com 20 anos. São 60 anos a amar uma pessoa, estar com ela todos, mas todos os dias, partilhar as coisas boas e as coisas más do dia, e quando algo, como hoje, corre mal, não saber o que fazer. Eu própria senti que o senhor estava completamente perdido e tive pena.
Até me imaginei daqui a 62 anos [parece tanto]. Será que vou amar assim tanto alguém que quando esse alguém morrer eu deseje o mesmo para mim? [até me arrepiei!! ui!]Será que o amor que é “uma coisa boa” mate?

Pronto. Não quero pensar mais nisto.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Que m***a de Dia!!


Quando acordamos de manhã, temos logo uma breve ideia de como irá correr o dia. Eu pelo menos tenho. Não sei se o facto de ser segunda-feira influencia ou não, mas a verdade é que este dia foi uma verdadeira porcaria, [para não utilizar vocabulário grosseiro]. Para começar bem o dia, o despertador tocas ás 7 horas da matina, eu, quase involuntariamente [porque tenho uma vaga, muito vaga ideia], carrego no botão para repetir, ou seja, toca ás 7:09 da manhã. Eu, desta vez, e um pouco mais consciente, carrego para lá nos botões e ponho-o a tocar as 7:20. Tudo bem. “Tens 30 minutos para te despachares e te pores andar pá escola ”, pensei. O despertador, que nunca falha, ás 7:20 começou a tocar [rádio, porque se quero andar minimamente bem disposta durante o dia, tenho que acordar com música]. Fiquei deitada na mesma. Metade do meu ser, queria que me levanta-se, a outra metade que me deixa-se ficar no quentinho. Tipo o anjinho e o diabo dos desenhos animados. [No meu caso o diabo ganha sempre]. A metade do meu ser que queria levanta-se teve força suficiente para por uma das pernas do lado de fora, e deixa-la ali quase a entrar em hipotermia, porque a outra metade não se deu ao trabalho de a por para dentro. Nem mais. Olhei para o relógio eram 7:32. “FODA-SE O TEMPO VOA!” gritei enquanto me levantava da cama, vestia uma calças, uma t-shirt e pegava num caderno e na mala [quanto ao portátil pensei que não iria precisar. Já lá vamos.] Cheguei ao W.C. e consegui despachar-me em 10 minutos, entrei na cozinha para tomar o pequeno-almoço eram 7:45. “BOA! DAQUI A 5 MINUTOS DEVIAS SAIR DE CASA!”, comecei feita parva a abrir armários até ouvir um “O TEU IRMÃO SAIU DE CASA E NÃO FEZ TANTO BARULHO”, eram os meus pais que tem uma vida boa e só levantam o cú da cama lá para as 8 da manhã! Tive tempo de preparar um croissant misto e de beber um leite. Corrida para um lado e corrida para o outro, eram 7:55 estava eu a sair de casa. A pé. Para ir para a escola de autocarro. Sim, porque aparecer na escola de condução para acabar de tirar a carta dá muito trabalho. Phones nos ouvidos e bora lá “Com sorte, ainda perco o autocarro e volto para a cama” pensei. Estava ainda não a meio do caminho, o que é que encontro… um cão rafeiro qualquer. Medo. Tenho muito medo. Devagar, muito devagar passei por ele. Eram 8.oo e ainda não ia a meio do caminho. [Se calhar, devia lembrar que o autocarro é ás 8horas. Sim, porque qualquer pessoa NORMAL, no meu lugar, acordaria as 6:45, despachava-se calmamente, tomaria um bom pequeno-almoço como manda a “lei”, sairia de casa ás 7:30 para apanhar o autocarro as 7:40, chegaria á cidade ás 7:55, voltaria a apanhar outro autocarro para a escola, onde chegaria por volta das 8:10 e estava na escola quando tocasse ás 8:35. NAAAAA. EU?? Nem pensar] Chego apressada á paragem de autocarro e para aquela gente toda era um dia perfeitamente normal. Irritou-me. Mas o que me irritou mais foi ter-me apercebido que o autocarro estava atrasado. Passou para Cima eram 8:10. [e eu feita parva a “correr”, com a mala a escorregar-me pelo ombro. Ah. E com o pingo no nariz]. Entro dentro do autocarro [gelo. Muito gelo.] rumo á escola. Eram 8:45 entro dentro da sala [só estava 10 minutos atrasada]. Recebo a bela noticia que só vou ter um 13 a português, porque tive 13 na apresentação do trabalho de Ricardo Reis [gostei tanto. Tem tanto a ver comigo.] por causa da assiduidade [Juro que não sei porque], e por causa do comportamento [Até parece!!] Quando finalmente estou a ultima aula, em que tive problemas porque a profe não conseguiu abrir o trabalho que lhe enviei por mail, e o único sitio onde o tinha era no portátil. Onde é que ele estava? EM CASA. E quando finalmente tudo parecia estar resolvido, solto um “Finalmente se férias! Não tenho que fazer mais nada!” alguém tem a feliz ideia de dizer: “Olha… terça-feira temos de entregar a organização do torneio internacional e também temos teste a matemática!” [Obrigadinha Deus. Sejas lá tu quem fores] “MAS ISSO È AMANHÃ?! AINDA NÃO FIZ NADA!!” [Bela merda hã?!] toca a ir para casa trabalhar! Entretanto lembrei-me do almoço, e mandei uma sms á minha mãe a perguntar. Resposta: “Esqueci-me. Liga para avó!” [Liindooo].

E pronto. Foi o meu lindo dia. Como me sinto? Bem Obrigado. Tenho uma dor nas costas que nem consigo respirar, estive a ver o curto-circuito com o computador nas pernas por isso o resultado vai ser muito mau, e ainda não estudei nada para matemática porque decidi escrever isto. [Boaaa!]


P.S.: Obrigado Zé!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Isto é estranho. Estou farta.

Isto é estranho. Estou farta. Tenho algo em mim, com vida própria, e o pior, é tem mais liberdade que eu. Eu tenho basicamente de fazer o que lhe apetece, só porque lhe apetece. [Não. Não estou grávida. De repente lembrei-me que poderia parecer.]. Ando á mais de uma semana com o pingo no nariz, isto é grave. E irrita-me profundamente. E eu irrito-me muito facilmente. Ando com meia dúzia de pacotes de lenço atrás só porque este filho da mãe, vem comigo para todo o lado. “Ah e tal vamos ali beber um café!”, este filho da mãe também vem, apesar de não beber. “Como é? Logo á noite vamos sair?” este cabrão também vai. Eu quero comer, ele está lá. Quero dormir, ele está lá. Não me larga, e é que ninguém o quer.
Ando aqui por casa, pareço um fantasma. Só me falta fungar. [Os fantasmas não fungam! Não interessa.] Não gosto de fungar. Prefiro assoar-me feita parva a um lenço, apesar d' este filho da mãe teimar em ficar por cá.

E o Natal está a chegar. E eu com o Pingo no Nariz.
Como eu gosto disto!!
GRRR

Atrasada!!

Já passou bem mais de uma semana desde o concerto, mas não interessa. Gostei, isso é que interessa, apesar de Mafalda Veiga não estar no meu Top de Artistas favoritos, mas há que aproveitar quando a minha cidadezinha faz destas coisas.

Adorei o concerto. Adorei quando ela voltou mais duas vezes ao palco. Adorei quando ela tocou as minhas musicas favoritas.


.Cúmplices.
.Cada Lugar Teu.
.Tatuagens.
.A outra margem.
.Restolho. [foi a ultima. O pessoal gritava por esta.]
.Imortais.

Foi simplesmente lindo.

Agora, como já disse, venha David Fonseca. Venha Rita Redshoes.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Surpreendes-me

Tens andado a surpreender-me e eu gosto. O que me surpreende não é a tua pontualidade britânica, ou o facto de conseguires manter uma conversa normal e decente por bastante tempo, ou a tua condução pouco exemplar quando entras por completo na pela da Gabriella Cilmi quando passa na rádio a musica Sweet About Me. Em cada momento que passamos juntos ou na conversa, deixa-me sem palavras. Acho que isto é bom. Tu és aquele que acha as minhas ideias excepcionais por mais estapafúrdias que sejam. És aquele que envergonhado diz que não gosta de incomodar as pessoas. És aquele que não faz a barba á uma semana. E o que eu gosto disso. És aquele que me deu um beijinho de despedida na orelha sem querer. És aquele que durante estes anos todos passava despercebido, és aquele que me consegue fazer rir e que tem um humor daqueles… Dá vontade de passar o tempo todo contigo. Gostava que te tivesses cruzado á mais tempo no meu caminho, pelo menos desta maneira, e, apesar de dizer que não, o meu inconsciente diz-me que temos muito para partilhar um com o outro, e isso é o que me faz, sorrir todos os dias com as nossas conversas, ou até quando recebo uma simples mensagem tua. Estive a pensar e descobri que se o teu primo não namorasse com aquela minha amiga, provavelmente não teríamos as férias do próximo ano marcadas. Não teríamos mesmo. Gosto de falar das férias contigo. Ainda não tivemos coragem para falar no assunto da cama. Sim, porque só nos resta uma cama e um sofá. Sabemos que vamos acabar por dormir na mesma cama mas não nos confrontamos com isso. Não me importo. Venha o que vier. Gosto de pensar em ti, e pensar em ti faz-me bem. E aquela sensação de bem-estar quando dizes “Tem uma boa noite. Dorme bem. Beijos”, ou quando ficas á minha espera na internet só para me dizer adeus…

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Estranhamente estranha.

Foi assim que me senti. Comecei por lhe enviar uma sms a perguntar: “olhaa, vamos imaginar, que por exemplo, logo á noite posso ir… aquilo é coisa para demorar quanto tempo?”, a partir daí, começou uma intensa [ainda mais, que o normal] troca de sms’s. Ficou combinado ele vir-me buscar a casa as 21.40. Por volta das 8.20 da noite fui para o banho, pá i de 20 minutos [eu sei que temos de poupar água, mas se eu tinha de pensar em alguma coisa, na altura não era em poupar água.], mais 10 minutos para por as lentes, 5 para secar o cabelo, agora a pior parte, outros 15 para me vestir, duvida entre jeans normais ou pretos? Camisola vermelha ou rosa? Casaco adidas ou a canadiana? Perfume… Kenzo, D&G, ou Ralph Lauren? Que mala? Bem… confesso que foi complicado, e provavelmente a escolha não foi a melhor. Estranhamente ainda me sobrou tempo para me sentar em frente á tv. Sentia o coração bater tão rápido que julguei que me salta-se do peito. Não me lembro de alguma vez ter estado tão nervosa. O telemóvel volta a tocar “Cheguei”. Pensei que me desse uma fraqueza e ficasse ali estatelada no chão da sala. Estava tão nervosa que as pernas me tremiam. Foi complicado chegar á porta de saída, e tive de me agarrar á parede para descer as escadas. Entrei no carro eram 21.42 [estava a tocar a musica Complicated da Avril Lavigne], beijinho para aqui, beijinho para ali, [tinha a barba pá í de uma semana. Ai como eu gosto!] á medida que o tempo ia passando sentia o peito a ficar mais leve e as pernas a deixar de tremer. O que foi bastante positivo. Chegamos á cidade em 5 minutos, ou então foi bastante mais mas pareceu muito pouco tempo. Já não sei. Quanto á reunião [uma coisa do tipo tupperware, mas que não tem nada a ver], correu bem, apesar de não conseguir encontrar os verdadeiros motivos da minha ida! Mas melhor foi mesmo o regresso a casa, em que sentimos que havia tanta coisa para dizer, ou simplesmente para poder-mos desfrutar da companhia um do outro, o regresso a casa foi feito super devagar. Foi bom. Muito bom. Mas o que soube ainda melhor foi a mensagem que recebi a dizer: “Tem uma boa noite e dorme bem. Beijos”. Gostei. Gostei muito. Que venham mais. Muitas mais. Sem nervos de preferência.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Please don't leave me

Já é horrível quando sabemos que as pessoas que mais gostamos podem partir, mas é ainda pior quando podem partir porque estão doentes. E é assim. O meu avô, que desde que sou pequena que é o meu herói, está doente, muito doente, em Agosto que lhe foi diagnosticado cancro e desde aí sinto que o estou a perder. Não consigo imaginar o que irá acontecer se ele não resistir, e se tento, choro. Dói só de tentar imaginar o dia do meu aniversário passado, em que fiz 18 anos, deveria ter feito uma grande festa. E fiz. E ele estava lá. E doeu muito. Ver como ele olhava para mim. O abraço que ele me deu. O beijo. A palmadinha nas costas, e o “E que faças muitos”. Percebi que ele pensou que não estaria cá para o próximo. Fiz um esforço enorme para não chorar, e sei que ele também. Nunca me custou tanto abraçar alguém. Tenho medo que ele não esteja mesmo para o próximo, em 18 anos, ele esteve presente em todos, era a pessoa mais bem-disposta que já conheci na vida [e já conheci muita gente], estava sempre com um sorriso na cara, e nunca nada nem ninguém o fazia parar. Até aquele dia. Agora o tempo tem transformado tudo em cinzento, e sinto que tudo está a ficar muito escuro. Sinto que estou a perder as forças a cada dia que o vejo. Estão a ocorrer cada vez mais alterações físicas e psicologicamente tenho consciência de que estamos os dois muito em baixo. Sei que assim vai ser difícil lutar contra isto mas não tenho forças, não tenho onde ir buscar forças. Começo a evitar estar com ele, nunca falo deste assunto com ninguém, e quando alguém fala sobre o assunto, simplesmente levanto-me e saio, mas sei que no fundo estou a fazer o que não devia. Onde poderei ir buscar força?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Momento Mágico

Hoje tive um momento Mágico. Mágico por causa da música. Mágico por causa das pessoas. Mágico por causa das luzes. Mágico por causa de tudo. A musica é esta, e como eu não sei colocar os vídeos do youtube aqui, tive de ir buscar um aos meus documentos. Mas a música está lá. Isso é que interessa.

In this little town
cars they don't slow down
The lonely people here
They throw lonely stares
Into their lonely hearts

I watch the traffic lights
I drift on Christmas nights
I wanna set it straight
I wanna make it right
But girl you're so far away

Oh, hold still for a moment and I'll find you
I'm so close, I'm just a small step behind you girl
And I could hold you if you just stood still

I jaywalk through this town
I drop leaves on the ground
But lonely people here
Just gaze their eyes on air
And miss the autumn roar
I roam through traffic lights
I fade through Christmas nights
I wanna set it straight
I wanna make it right
But man you're so far away

Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
You're so close, I can feel you all around me boy
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there

[a minha parte favorita]

Oh, hold still for a moment and I'll find you
You're so close, I can feel you all around me
And I could hold you if you just stood still
Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
I'm so close, I'm just a small step behind you
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there

Agora vou explicar, porque é que o momento foi mágico:
Eu estava no autocarro para ir para casa e já era de noite, então coloquei os phones nos ouvidos e liguei o Ipod. A música que estava a começar era esta. E foi mágico porque a cidade está toda iluminada com os efeitos de natal, as luzes dos carros, as pessoas a passar apressadas na rua… Achei mágico. Pode parecer parvo, (sei que sim) mas amei os 4.55 minutos. Amei ao ponto de repetir a música e ouvir duas vezes seguidas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Nada de Especial

Enviei uma sms a uma colega, e reparei que a última frase foi: “Não foi nada de especial”. Fiquei a pensar. Será que não foi mesmo nada de especial? Quer dizer, ela queria saber como correu a conversa com um “colega” [sinceramente não sei que significado dar á palavra entre “”]. Correr, até correu bem. Mas será que foi assim tão bem? Se foi, porque não foi nada de especial? Começo a pensar que em determinada altura da vida, e em determinadas relações [em especial nesta] tudo é especial. Todas as conversas, todos os momentos… tudo. Mas então. Foi ou não especial? Já não percebo nada. Se calhar é porque não é mesmo para perceber. Mas então porque é que as coisas acontecem? Têm uma razão? Certo? Acho que neste caso as coisas estão a acontecer porque dá jeito. Deviam acontecer porque sim, não porque dá jeito. Não gosto das coisas que acontecem porque dá jeito. Gosto que aconteçam porque sim. Ao sabor da vida. Assim tudo tem mais significado. Já não percebo. Se não gosto, porque é que continuo a olhar para o telemóvel de 5 em 5 minutos á espera de uma mensagem dele? Porque continuo a pensar nele? Não faz sentido. Já nada faz sentido. Já não percebo nada. Mas é para perceber? Raios pá.