Pois sim. É interessante o facto de, de tempos em tempos haver uma necessidade de falar um com o outro e estar a par do que se passa na vida um do outro. Eu desisti desde que ele arranjou namorada, ele continua. Se começar com uma mensagem [normalmente sempre mensagens correntes que ele envia, ás quais eu não tenho o hábito de responder] a meio da manhã, há conversa até ao final do dia. Final mesmo do dia, ele pode estar em aulas [pós-laboral] e a falar comigo.
Por exemplo, depois da mensagem de terça-feira, estivemos a falar até á meia-noite. Ele desejou-me sorte para o meu inicio das aulas, eu agradeci e ele responde ‘de nada’. É obvio que a conversa morreu ali. Eu não ia estar a puxar conversa. No dia seguinte, por volta das oito ou nove da noite, volto a receber uma mensagem. ‘Boas! Tudo Bem? Eu estou em aulas, importas-te de me ir dizendo o resultado do Benfica?’
Desculpa? Agora a sério, porquê eu? Com dezenas de pessoas na lista telefónica do telemóvel e com quem provavelmente fala todos os dias e com quem tem uma relação de certeza absoluta melhor que comigo, porque é que eu fui a nomeada para desempenhar tal tarefa? PRIMEIRO: Nem sabia que o Benfica estava a jogar. SEGUNDO: Não sou do Benfica. TERCEIRO: ODEIO futebol. QUARTO: ELE SABE PERFEITAMENTE ISSO.
Respira... Respira…. Respira…
